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Breaking Bad - 4x09/10 - Bug / Salud

" Don Eladio está morto. Seus chefes estão mortos. Não sobrou ninguém por quem lutar.  Encham seus bolsos, e partam em pa...


"Don Eladio está morto. Seus chefes estão mortos.
Não sobrou ninguém por quem lutar. 
Encham seus bolsos, e partam em paz. 
Ou lutem comigo e morram."

Antes do México

Gus travava suas três guerras: contra Walt, contra Hank e contra o cartel. A primeira se estagnou quando o parceiro de Walt se neutralizou. Não lutava por um lado nem lutava pelo outro.

Jesse estava na indecisão. Depois de receber o veneno que mataria Gus, ele teve múltiplas oportunidades de assassiná-lo. E não o fez. Não é mais por “trauma” de mortes nem ingenuidade de coração, mas sim por não saber por quem lutar.

Lutando por Gus Jesse se entrega completamente à “escuridão”. Todos os seus princípios são jogados no lixo e todos os limites que Gus cruzou em relação a ele são perdoados. Lutar por Walt... é complicado. Como ser parceiro de alguém que não te dá um mínimo de respeito? Como ser leal a alguém que não reconhece, nem por um segundo, todo o sacrifício que você já fez? Escolher uma dessas opções não é difícil. É impossível.

A segunda guerra, a de Hank, pendeu para o lado de Gus antes do México. Óbvio demais. Hank tentando justificar sua insistência em perseguir Fring soa até ridículo. “Um homem tão limpo tem que ser sujo”. Bom, se a gente não conhecesse o homem em questão e soubesse que nessa limpeza tem (muita) lama, certamente chamaríamos Hank de louco. 

Mas mesmo assim, ele precisa de mais armas para guerrear. Apelar para a investigação ilegal, Walt como motorista, intuição como justificativa... não dá. E olha só: Walt como motorista. Walt como “parceiro” na investigação. Hank, meu caro, isso está parecendo piada.

A terceira guerra, Gus versus Cartel, ganhou mais um soldado: Jesse. Depois de conseguir convertê-lo para seu lado na Walt versus Gus, o patrão entende que é melhor levar Jesse, que não é químico, para “ver” o Cartel, do que Walt, que é químico, mas nunca de confiança.

E lá se foi Jesse pedir ajuda a seu mestre. Que afronta para Walt! Seu aprendiz, seu protegido pedindo ajuda para dar reforço a Gus contra o Cartel. Como pode?

Será mesmo que Jesse esqueceu de todos os atos de Gus? Será que o chefe foi mesmo perdoado pelo jovem que antes não passava de um drogado que atrapalhava os negócios?

Enquanto Walt e Jesse tentam responder essas perguntas fisicamente, Skyler inicia sua própria guerra. Skyler-Boa-Pessoa  versus Skyler-de-Verdade. Acabou-se, e acabou-se mesmo, o tempo em que Skyler agia conforme a bondade mandava. Em nome do amor, da família, ou qualquer outra razão que só as pessoas boas de coração usam.

Tudo o que acontece termina sendo um pretexto para ela se revelar mais e mais. Assim como Walter, ela começou seu “caminho no crime” em nome do amor... mas já se perdeu nele há muito tempo. Quando uma decisão precisa ser tomada, quando a situação aperta, a melhor solução parece estar sempre no lado criminal.

E é neste contexto que seu ex-chefe-amante volta pra história. Que prático foi fazer aquele teatro de piranha burra! Que prático foi inventar um modo de acabar com uma dívida de trapaça com dinheiro de trapaça! Que prático está sendo manipular pessoas através da mentiras e da trapaças... É, Skyler-de-Verdade vencendo a guerra.

No México

Em Breaking Bad o México é o lugar aonde todos os personagens vão para o campo de batalha. Aquele campo aberto mesmo. Sem esconderijos, sem lugar para estratégias de ataque. O lugar onde a luta é corpo a corpo. Onde o mais forte – e só o mais forte – é capaz de vencer.

E lá se vai Walter. Ele entra pra lutar completamente sozinho e desarmado. Seu inimigo? Ele mesmo. Tudo desmorona ao seu redor por culpa dele. Tudo dá errado por culpa dele. Seu aprendiz e protegido, que tem praticamente o lugar de filho em sua vida, se foi. O que resta então? Se lamentar.

Como ele conseguirá trazer Jesse de volta, reconquistar sua lealdade e confiança? Walt foi terrivelmente vencido pela própria estupidez. Não há ser humano que suporte tanto desprezo como o que você dava a Jesse, Walt.


Então a pergunta de repete: Como ele conseguirá trazer Jesse de volta, reconquistar sua lealdade e confiança? Se antes do México Jesse tinha dúvidas, agora ele tem certeza de que Gus é seu melhor protetor.

Soa como se Jesse fosse uma criança, não? 

Mas no fundo ele é. O garoto precisa de atenção, aprovação e demonstração de que ele faz a diferença. E tudo isso, caro leitor, ele teve no México.

No entanto, nós podemos analisar o México com outra visão também. Falei acima que Gus não levou Walt por não poder confiar nele, mas também existe o fato de que, não importa o quanto Jesse aprenda com o mestre ou intimide os químicos do Cartel, o verdadeiro químico é Walter.

É ele que é, de fato, o chef das drogas. Só ele que é capaz de se adaptar nas diferentes circunstâncias, e foi ele que, no final das contas, criou a fórmula da mentanfetamina azul. Exatamente por saber o que fazer e ser capaz de se adaptar!

Gus já perdeu seu primeiro químico, depois de muito investimento nele. Perdeu o segundo, Gale, depois de muitos investimentos também. E agora levar Walt para o México sem saber se vai ou não voltar? É melhor levar alguém que “pode” ser sacrificado, não?

Isso nos leva a outro ponto: a relação de Gus com “seus” químicos. Eles são, querendo Gus ou não, o bem mais precioso que ele pode ter. Sem eles, não há metanfetamina, não há tráfico, não há Gustavo Fring. Em alguns momentos parece até que ele tenta fazer Walt deixar de agir como uma criança perdida e apenas trabalhar para ele. Ao mesmo tempo em que Walt tenta matar o chefe, o chefe tenta protegê-lo das garras do Cartel. E essa proteção já o salvou duas vezes. Que relação estranha, não?

Tão estranha e forte que vinte anos depois de perder seu Hermano ele volta e faz uma chacina para satisfazer seu desejo de vingança. Vingou a morte de seu químico e mostrou ao Cartel que não, ele não esqueceu qual é o lugar dele. O lugar dele é o topo, é o trono. E se alguém insistir em ficar no caminho, ele vai passar por cima!

E ele não se importa com o que tenha que sacrificar. Se tiver que colocar a própria vida em risco para ver a de seus inimigos acabarem, que seja. O sabor da vingança, do poder e da vitória fazem tudo isso valer a pena.

Depois do México

Gus passou pelo seu México e venceu. Das três guerras que travava, uma ele já eliminou. Agora voltando para casa terá que lidar com Hank e Walter... que diante deste homem e do que ele é capaz, parecem totalmente insignificantes.

Essa é a hora que a gente tem vontade de repetir para Walt a fala de Mike: Go home, Walter.

Skyler não está mais “propensa” ao mundo do crime. Ela já está nele e gosta de onde está. Seu raciocínio já responde aos estímulos do “mundo ilegal” com naturalidade. Agora restam três episódios para ver se ela “volta ou não do México”.

Três episódios. Apensas três para nos mostrar – depois deste MONSTRUOSO Salud – o que Jesse, Gus e Walt farão depois de voltarem de suas guerras.

E tem Hank. Ou ele será massacrado ou se revelará como o mais forte soldado... Boa sorte, Hank. Seu inimigo não costuma deixar sobreviventes para trás.


P.S.: Saul goldman aparece pouco, mas quando aparece faz toda a diferença. Excelente atuação, Bob Odenkirk.
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