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O que Achei de: Grimm (NBC)

Quem tem medo do Lobo Mau?


Quem tem medo do Lobo Mau?

Na onda dos contos de fada na TV, da Branca de Neve e da Bruxa Má nos dias de hoje, a NBC traz Grimm, encerrando de vez o descanso das criaturas do mundo da fantasia. Todas elas são reais agora. Será que vai dar certo?

Os irmãos Grimm viveram na Alemanha por volta de 1780 a 1800 e publicaram muitos dos contos infantis que estamos acostumados a ouvir. Não com a mesma doçura e o final feliz das histórias que conhecemos, mas com um toque mais macabro e sanguinário.

Esta parece ser a proposta da série da NBC. A “maldição” da família Grimm faz com que seu portador veja o mundo como ele realmente é, cheio de criaturas de horror, responsáveis pelos mais terríveis crimes. Os irmãos Grimm, então, deixam de ser criativos escritores ou reprodutores das lendas urbanas para serem desenhistas da realidade que a maldição que possuem permite que vejam. O herdeiro da vez é o detetive Nick Burckhardt (David Giuntoli) que, quando menos espera, passa a vivenciar seu raro dom e a ver esquisitices andando por todo lado em Portland.

Há muita coisa sobre sua família que Nick não sabe, e para deixá-lo ciente disto, sua tia Marie (interpretada por Kate Burton, que fez a mãe de Meredith em Grey’s Anatomy), também portadora do dom, resolve visitá-lo. Aparentemente ela está à beira da morte, o que faz com que a maldição comece a ser transferida para Nick.

A partir daí o Piloto se desenrola. O caso do Lobo Mal que ataca a menina de vermelho (numa óbvia alusão à Chapeuzinho Vermelho, esta é a cor que os “Blutbads” não conseguem resistir) na floresta, mais o ataque de Holda à Nick e sua tia, colocam de vez o jovem Grimm no mapa da fantasia. Juntam-se a isso o trailer cheio de livros, armas e descobertas sobre o mundo real, mais a revelação do Blutbad bonzinho de que nem todas as criaturas sobrenaturais são necessariamente más… Algumas podem, sim, viver com um regime estrito de dieta, remédios e pilates…

Por se inundar em tanta sobrenaturalidade, é inevitável que Grimm não seja comparada a Supernatural. Em ambas as séries seres fantasiosos circulam entre humanos, “vestidos” em pele de humanos. Além disso, assim como os Winchesters, os herdeiros da maldição Grimm são caçadores. E a vida de caçador não inclui só encontrar e matar as criaturas do mal, mas também abdicar de uma vida social comum, abrindo mão de família e afins.

A resolução do caso deste primeiro episódio foi, digamos, regular. Nick usando o Blutbad Monroe, indo atrás da bota, o assassino se fazendo de bom anfitrião com a cara mais inocente do mundo (e confessando que borda almofadas fofinhas), tiveram sua cota de suspense e até alívio cômico. Mas Hank (Russell Hornsby) associar o criminoso ao crime pela música cantarolada não fez muito sentido. Até onde eu sei, cantarolar Sweet Dreams não é uma prática tão incomum que faça a polícia chutar a porta de um suspeito.

O piloto termina com um ótimo cliffhanger, com a bela mulher/monstro tentando matar Marie e sendo reconhecida por Nick. Mas titia Marie é forte e não vai ceder tão fácil para a morte, sendo que certamente esses vilões irão voltar para tentar matá-la outra vez. E agora que seu sobrinho já é capaz de ver o mundo real, é possível que ele seja mais uma motivação para quem está atrás de sua tia. É esperar pra ver.

Grimm foi uma estreia que me agradou. A série reuniu muito bem mistério, fantasia, drama e crime. Os usuais suspeitos das séries de investigação não estão presentes aqui. As atuações convenceram, e até Hank que parece ser aquele tipo de personagem “ombro- amigo”, parece que vai fazer diferença. Juliette (Bitsie Tulloch) não apareceu muito mas, como Nick terá que abandoná-la, um “romance proibido” deve surgir entre os dois, dando mais espaço para ela.

Ao mesmo tempo em que são inovadoras, séries como esta são arriscadas. Assim como vemos com Supernatural agora, pode ser que existam muitas criaturas no reino da fantasia, mas chega um ponto em que se tiverem muitas delas, o telespectador cansa. E o que antes causava suspense perde totalmente a graça. Vamos torcer para que, se Grimm for renovada, ela não perca seu “fio à meada” e saia tirando seres do fundo da cartola. A história é interessante e prende a atenção, mas assim como todas as outras ela também tem seu limite. Contos de fada podem ser ilimitados e continuar surpreendendo muitos anos depois de terem surgido. Mas não, como bem lembrou tia Marie, isto aqui não é um conto de fadas.

A série foi criada por Stephen Carpenter (The Man), David Greenwalt (Buffy the Vampire Slayer, Moonlight), e Jim Kouf (Ghost Whisperer, Angel), sendo que os dois últimos também são produtores executivos. Os três escreveram o Piloto enquanto Marc Buckland (Love Bites, Felicity) foi o diretor.
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