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The Finder - 1×10/11 - The Conversation / The Inheritance

Mais amor e mais amizade em The Finder.


Mais amor e mais amizade em The Finder.

Mesmo não tendo uma trama que faça o papel de arco central de sua história, The Finder está conseguindo dar uma certa evolução aos seus personagens. Nestes dois episódios, Walt, Isabel, Willa e Leo puderam se envolver mais e se revelarem mais um para o outro, indo, às vezes, para o caminho oposto do início da temporada.

Leo, por exemplo, esteve abalado em The Conversation porque, além de estar completando 4 anos da morte de sua filha, o caso da semana era de uma mãe e uma filha procurando desesperadamente pelo pai. No desenrolar da procura de Walter, cada descoberta sobre o pai sumido, Carlos Abreu (Celestin Cornielle), os levava a pensar que ele era um homem mal, o que afetava ainda mais a memória de Leo.

Quando sua filha Ellie morreu, Leo era o típico “faz o que tiver que fazer”. Pelo episódio 1×08, Life After Death, com a presença da ex-sócia dele, Athena, vimos que aquela falta de caráter que ela tem é, possivelmente, a mesma que ele tinha. Logo, sua mudança de vida só veio depois da perda de sua família, o que aumenta ainda mais o seu remorso. Walter, no caminho de sua evolução, foi muito mais do que o ombro amigo, sempre amparando Leo e enchendo a paciência dele por causa do excesso de comida como fuga sentimental…

A resolução do caso da família Abreu ainda contou com a participação especial de Kelly Carlson, a Kimber Henry de Nip/Tuck. Aqui ela fez Gail McHottie, uma funcionária da Everglades Petroquímica, a companhia que ameaçava a vida de Carlos Abreu por ele ter uma lista com produtos químicos tóxicos que foram queimados nos incineradores da empresa.

Como este episódio não contou com Isabel, que estava “estudando para as provas”, é óbvio que a beleza de McHottie (juntamente com seu nome) estavam presentes para ocupar o papel da fêmea sexy. Podemos até dizer que deu certo, ao contrário da tentativa de fazerem uma surpresa com o fato de ela não ser do FBI. No momento em que ela disse para Walter que queria mantê-lo em segredo de sua agência, tudo estava óbvio. Além do mais, como que ela sempre andava por aí sem um parceiro, e chegou a ir numa cena de um crime completamente sozinha? Nem nos piores episódios de CSI a gente veria isso…

Mas a folga de Isabel não durou muito e ela voltou em The Inheritance com a nova cliente de Walt. Joyce Weatherby (Mageina Tovah) é a colega de aula de Isabel e aquele tipo de pessoa que sorri para tudo todo o tempo. O pai dela havia morrido ao cair de um prédio, e a polícia dizia que era suicídio enquanto Joyce dizia que era assassinato. Daí, aprendemos a segunda coisa sobre a “forma de trabalho” de Walter: ele não procura assassinos (a primeira é que ele fica catatônico se não encontrar o que procura).

Sherman bem que tenta escapar da amiga de sua parceira/namorada/ficante, mas juntando a lábia de Willa e a birra de Isabel, ele não tem saída senão aceitar… a procurar a herança deixada pelo falecido, não seus assassinos. A procura nos leva à corrida de cavalos, com apostas escusas e agentes de apostas mais escusos ainda.

Entre um outro assassinato aqui e algumas cobras e ratos ali, Walter descobre onde está o bilhete de 200.000 dólares do pai de Joyce, consegue prender os vilões, e todos saem felizes. Porém, outra herança deixada pelo pai foi um sistema de apostas nas corridas que, usadas por Willa e Sherman, se provou ser correta.

Willa usou-o com Timo, o primo com quem devia se casar. Acontece que Timo é um “Chovihani”, um autêntico leitor de tarô. Além dele ler o futuro de Leo enquanto este estava de luto, os dois tiveram aquela conversa franca que mais pareceu uma conversa de sogro e genro. Se bem que é quase isso. Willa, por sua vez, resolveu descobrir quais são as opções que tem na vida e prestar vestibular, já que sua lida de ladra está provavelmente encerrada. Vale ressaltar suas participações cada vez mais divertidas nos casos. Finalmente a jovem cigana está encontrando seu lado cômico na série.

Não posso deixar de citar Walter paralisado em The Inheritance. Excelente atuação do ator e ótima estratégia de The Finder de explorar o talento de comédia de seu protagonista. Não parando por aí,The Conversation teve uma referência à saga Crepúsculo, com Walt lembrando seus companheiros que os vampiros de hoje também podem brilhar. O choque que McHottie levou: bela, perfeita façanha de Sherman. Leo assustando o CEO da Everglades Petroquímica e dando uma surra no “short man” valeu totalmente à pena. Ele pode até não ter orgulho deste lado dele, mas a gente simplesmente adora.

Os dois últimos episódios foram divertidos. Como dito no início, ainda falta uma trama que “cole” a série, mas no quesito graça e simpatia dos personagens, a coisa está indo bem. Se formos, no entanto, analisar a temporada até aqui, o diagnótico certamente deixa a desejar. Onze episódios já se passaram, ou seja, faltam apenas dois para a Season 1 acabar (a finale 1×13, The Boy with the Bucket, irá ao ar dia 11 de maio). Deixar tudo para a última hora parece ser uma estratégia muito adotada por séries procedurais, mas se The Finder pretende fazer isto, que “tudo” ela acha que tem para seu final?
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