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O que Achei de: Go On (NBC)

Matthew Perry quer seguir em frente.


Matthew Perry quer seguir em frente.

Depois do fim de Friends, Matthew Perry fez Studio 60 on the Sunset Strip e Mr. Sunshine, duas tentativas frustradas de voltar à televisão. Para alguém que participou de algo tão grandioso durante dez anos, não é mesmo fácil encontrar uma segunda fórmula que dê igualmente certo ou, pelo menos, certo.

Com Go On, Perry interpreta o comentarista esportivo Ryan King, que perdeu a esposa num acidente de carro há um mês. Seu chefe o manda para dez sessões de terapia em grupo para que ele volte ao trabalho.

Mas, como não podia deixar de ser, Ryan está passando pelas fases do luto, a começar pela negação. Já quando vemos Perry interpretando seu personagem esgoelando para todos que está bem e que só precisa voltar ao trabalho, percebemos que ele se encaixou bem no novo papel. Aliás, ele sempre se sai muito bem em qualquer personagem que esteja, tanto em comédia como em drama. É só nos lembrarmos de Chandler (como esquecer Chandler?), e do recente Mike Kresteva de The Good Wife.

Já que falamos de Chandler, é inevitável que eu algum ponto não o comparemos com Ryan. Bom, para a felicidade da NBC, de Scott Silveri (criador da série), e nossa também, um não tem nada a ver com o outro. Eles vivem em ambientes diferentes, em circunstâncias diferentes, e possuem características diferentes. Go On se livrou da repetição.

Quanto ao grupo de terapia, a nova série conseguiu escapulir da caricatura. Diferente do novo trabalho de Charlie Sheen, Anger Manangement, onde os pacientes de Charlie são reproduções de “tipos” já definidos e desgastados, os colegas depressivos de Ryan são peculiares e genuinamente engraçados.

Tem, é claro, aquele que levou chifre da esposa e aquele que não fala nada na terapia. Mas tem também aquela senhora que não fala inglês e ninguém consegue entender o problema dela, tem a moça que só está lá porque perdeu o gato, tem o velho que faz terapia porque está ficando velho, e tem a figura mais peculiar de todas: a terapeuta.

A terapeuta – que chegou nesta profissão por um caminho um tanto “diferente” - foi a maior surpresa do grupo. Ela não só não consegue controlar seus pacientes depois da chegada de Ryan, como não teve muito progresso com eles antes da chegada de Ryan. Na verdade, depois que King passa a participar da terapia, parece que a posição de líder fica melhor nele do que nela. Para completar, Lauren acredita em qualquer coisa e cai igual patinho nas trapaças do novo paciente. Sinal de que ela vai penar muito na mão dele.

O Piloto não teve momentos de risadas histéricas, mas foi engraçado e atraente no geral. Pela sua apresentação, Go On não deve ser aquela série de tirar gargalhadas dos espectadores. Ela vai ficar mais como uma dramédia com pitadas de reflexões, do que como uma comédia com a única intenção de ser brincalhona.

A única ressalva fica por conta da duração da premissa. Inicialmente, Ryan precisa de apenas dez sessões, mas, depois de um “colapso”, ele retorna por vontade e necessidade própria. Porém, mesmo que o elenco que forma o grupo dê certo e muitos momentos engraçados possam surgir dali, não dá para imaginar cinco temporadas de Ryan King se tratando pela morte da esposa.

Sendo muito otimista, Go On tem no máximo três anos de justa duração, se quiser terminar sua história com “dignidade” e manter certo nível de verossimilhança. É uma pena que o prazo de validade seja tão curto. Infelizmente, não foi desta vez que Matthew Perry encontrou uma fórmula tão boa quanto a de Friends.

A NBC exibiu o Piloto no dia 8 de setembro pela “similaridade” da série com as Olimpíadas, atualmente exibidas nos Estados Unidos pelo mesmo canal. Pode-se dizer que a estratégia foi um sucesso, já que Go On registrou 16 milhões de telespectadores e 5.6 na demo. A nova série retorna para sua exibição normal no dia 11 de setembro.

Scott Silveri (Friends) criou a série e escreveu o Piloto, que foi dirigido por Todd Holland (30 Rock). Eles também são produtores executivos juntos com Karey Burke (Free Agents). Laura Benanti (The Playboy Club), interpreta Lauren, Allison Miller (Terra Nova), interpreta Carrie, Tyler James Williams (Everybody Hates Chris) interpreta Owen, e John Cho (FlashForward) interpreta Steven.


Observações:

- Matthew Perry disse que, por causa de sua "experiência" em reabilitações e sessões grupais de terapia, ele não precisou ir muito longe para saber como interpretar Ryan.

- Intencionalmente irônica ou não, a primeira fala de Matthew em cena precisa ser registrada: I’m back!

- Não é só Ryan que sente que o outro Ryan foi injustiçado: Bradley Cooper é o homem mais sexy da atualidade, pois aparentemente a People nunca ouviu falar de Ryan Gosling.


Confira aqui o Calendário da Fall Season 2012
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