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Political Animals - 1x04 - The Lost Boys

O elo fraco dos Hammond.


O elo fraco dos Hammond.

“The Lost Boys” foi um episódio todo para T.J. Political Animals deu espaço para que Sebastian Stan mostrasse seu excelente desempenho no papel do menino que não consegue se livrar das drogas. E também foi além ao mostrar o motivo de sua tentativa de suicídio.

Vendo o desequilíbrio de T.J. e a forma como ele pensa que a morte seria sua saída, é fácil pensar que a disfuncionalidade de sua família é que tem a culpa de tudo. Bom, este foi meu primeiro pensamento. Porém, também existe o lado dele… Das escolhas que ele faz, da consciência que ele tem de saber o que é certo e o que é errado, e que o que ele decidir sempre terá consequências.

Um exemplo seria o caso com o deputado de Ohio, Sean Reeves. O homem era casado, com carreira na política, homossexual não assumido e, ainda assim, T.J. se envolveu com ele a ponto de se apaixonar e querer que a mãe os “ajudasse”. Não dá para colocar a culpa do desastre todo nos Hammond. O personagem de Stan é, definitivamente, muito desequilibrado e/ou alguém que acha que vive no mundo dos contos de fada. O que ele precisa é de ajuda psicológica. E, levando em consideração suas duas tentativas de suicídio e as subsequentes recaídas nas drogas, a hora de esperar que ele queira esta ajuda provavelmente já passou.

Depois de “Lost Boys”, a crítica de que T.J. seria o personagem gay que serve só para “chocar” ou “cumprir tabela” não faz mais nenhum sentido. Na verdade, nunca fez. Desde o início ele foi mais do que isso, em roteiro e interpretação. Porém, agora nós sabemos mais sobre seu histórico e o fato de ele ser homossexual é apenas um detalhe, ou talvez nem isso. Para ser o “elo fraco” de uma família e agir de forma autodestrutiva não é necessário ser gay. É necessário ser apenas… O elo mais fraco.

Indo para o lado forte, Doug está batendo de frente com Susan. Ótimo. Pela ameaça que ela fez no último episódio, parecia que ele ia penar na mão dela, tendo que entregar tudo sem pestanejar. Mas não. Ela pergunta, ele se esquiva. Ela aperta, ele aperta de volta. Ambos têm muito a perder se o sonho de Elaine der errado. Acabou que um é refém do outro.

Agora a noiva dele é que fez dó. Como assim, tendo o noivo que tem, ouvindo todos os dias os desabafos que ele tem do trabalho, ela caiu daquele jeito na entrevista? Por acaso Georgia tinha amarrado ela na cadeira e injetado soro da verdade? Pelo que vi, era só encerrar a entrevista e sair dali.

No entanto, a intenção de Political era mostrar que não havia “saída”, e que aquele momento levaria à parceria entre Susan e Georgia. Quer dizer, as duas víboras jornalistas se juntaram para escrever sobre Elaine… Se antes só com Berg a coisa já era difícil, imagine agora. E pensar que Barrish nem imagina as conspirações formadas em seu nome.

Falando em Barrish, chegou o momento de finalmente encarar o presidente. Covarde como é, não sei de onde que ele achou que a “estratégia” de enviá-la para o fim do mundo faria alguma diferença. Uma hora ela iria voltar, ainda como sua Secretária do Estado, e ainda lutando pelos seus ideais. Se ele queria fazer algum efeito de verdade, deveria ter demitido a funcionária.

Mas nós sabemos que isto está fora de cogitação. A popularidade dela só cresce, os números das pesquisas indicam que ela pode ganhar a eleição. E Garcetti sempre usou a simpatia de Elaine diante da nação para conseguir o que queria. Demissão nem nos sonhos.

Por tudo isso, foi ótimo o momento onde ela confessou sobre sua candidatura. Aquele sorriso dele, aquelas ameaças amistosas e a troca de olhares cheios de ódio praticamente encheram a sala. Melhor do que isso foi ela aproveitar a ausência do vice e conseguir impor sua vontade – mais uma vez. Garcetti pode até fingir que não, mas ele não passa de fantoche dela.

Outro que surpreendeu foi Bud. Melhor dizendo, ele sempre surpreende, mas desta vez ele parece querer se tornar um “homem melhor”. Bom, se esta é mesmo a intenção, o timing dele está meio errado. Como Elaine disse, não importa o que as pesquisas dizem, eles ainda estão divorciados. A época de mudar e deixar a canalhice para trás passou.

O que ele deve querer, na verdade, é entrar com ela na Casa Branca. Jubal disse que ele tem que ficar fora da campanha, mas isto também significou o fim da chance de ele governar com a ex. Daí, o desespero foi tanto que ele contratou quem não devia, e ainda dormiu com a dita cuja.

Todavia, gostei de ver sua atitude final de (chutar o balde e) ir à inauguração do clube. Chame de força do destino, chame de sorte. O fato de ele ter ido e encontrado o filho quase morto pode mudar as coisas, ou mesmo dar continuidade à sua escolha de mudança.

Ainda neste tópico, ficou interessante o que a série fez em relação à T.J., traçando um paralelo entre sua mãe encontrando-o no passado e seu pai no presente. A sobrevivência ou morte dele trará, claro, consequências para a família. Maiores consequências que as anteriores.  Resta saber se elas afetarão a candidatura de sua mãe, ou se nem isso é capaz de abalar o eterno sonho dos Hammond de ser a primeira família.
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