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Political Animals - 1x05 - 16 Hours

Todos fazendo todas as escolhas erradas.


Todos fazendo todas as escolhas erradas.

“16 Hours” foi um episódio mais calmo que seu predecessor, mas não menos importante. Com ele, abre-se a passarela para o Series Finale passar, com todos os personagens prontos para finalizarem – ou começarem – suas histórias.

Foi de encabular a sincronia deles quanto às más escolhas. Alguns – Bud e Elaine – finalmente se deram conta do tamanho do estrago que fizeram. Já outros – Susan e Dougie – abusaram da sorte para se arrependerem logo em seguida. Por último, Ann, a única que está de fora do furacão Hammond e achava que entraria nele sem se comprometer.

Ah, que maravilhosa a cena de Margaret dando um chega pra lá nela. Não tem jeito mesmo, né? Nessa família, mais cedo ou mais tarde suas vergonhas vêm à tona. Não importa o quão bom você seja em sorrir com seu mais sincero falso sorriso. Este mesmo princípio serve para o noivo…

Na verdade as vergonhas dele estavam bem na ponta da língua, só esperando um ouvido-vítima para escutá-lo. E Susan, com sua veia de jornalista vadia, deu sorte de estar próxima de um Douglas vulnerável. Acontece que ela também resolveu abrir o “coração”. E aí já era.

Ele pode até estar insatisfeito com a vida que tem, mas é por esta vida que ele luta todos os dias. Certamente, transar com a jornalista que perseguiu sua família por tantos anos não mudará nada disso. Quanto à Berg, ela provavelmente ficará mais perdida. Como ela mesma relatou, enquanto ela estava se construindo profissionalmente, a vida pessoal ia ficando para trás até ser irremediável. Logo, dá para perceber o desespero dela em se apegar a alguém. Mas só digo que Douglas não é nada além do alguém errado.

Aliás, este recurso que muitas séries usam de colocar os personagens numa situação de “atração impossível de resistir” é totalmente desagradável. Até parece que quando duas pessoas se desejam o cérebro para de funcionar e elas não conseguem fazer nada mais do que chegar aos finais. Embora dê para entender o porquê de Political Animals não se livrar deste método, fica registrada aqui a primeira crítica à minissérie. Não há dúvidas de que há maneiras mais inteligentes e verossímeis de chegar a este mesmo ponto.

O momento alto, ou melhor, os momentos altos do episódio ficaram por conta de Bud. Seja como o pai que teme a perda do filho, seja como o pai saudosista, seja como o pai brigão, tudo o que ele fez foi justamente o que ele deixou de fazer a vida inteira: ser pai. Ironicamente, é meio tarde para isso. T.J. estar onde está é a maior consequência da ausência de Bud e Elaine e, a esta altura, só muita força de vontade e sorte conseguirão reverter este cenário. Tirar as bebidas e as drogas de casa não passa de um paliativo.

Nisso, precisamos ressaltar a cena dele batendo no vice-presidente. Em apenas cinco capítulos, e mesmo aparecendo muito pouco, o VP conseguiu irritar além da conta. Portanto, murro merecido. Muito merecido.

Quanto ao presidente, quem garante que ele não sabia sobre a chantagem? Ou ele é muito ingênuo para não saber o que ocorre em seu próprio governo, ou ele deixa seu cão de guarda assumir toda a culpa. De um jeito ou de outro, ele quer ser a versão masculina de Elaine agora, fazendo e defendendo a “coisa certa” diante de seus eleitores. Pode ser que ele seja um homem de princípios, como diz Bud, e esteja colocando estes princípios em prática. Mas, no mundo da política, muito lobo se fantasia de cordeiro manso. É bom ficar com a pulga atrás da orelha com aquela carinha bonita do senhor presidente.

O flashback de “16 Hours” ficou para Susan. Ver seu passado só reforçou o quanto ela é inescrupulosa e… Vadia. É jornalismo escrever daquela forma sobre um casamento alheio? Sim, é jornalismo opinativo escrever sobre o relacionamento do primeiro casal. Todavia, não deixa de ser uma forma de tirar vantagem e piorar o sofrimento dos outros, humilhar e falar sobre algo que, de fato, você não conhece. É um paradoxo. E é um paradoxo que se completa com o aparente conflito de interesses de Susan: ao mesmo tempo em que ela critica, parece que sua verdadeira vontade é fazer parte deste universo que ela tanto condena.

É também com um paradoxo que esperamos o Series Finale de Political. Sinceramente, não consigo ter certeza das futuras escolhas dos personagens. Eles já fizeram tudo errado até aqui. É claro que não custa nada fazer tudo errado de novo. Mas, quem sabe, pode ser que algo certo e diferente acabe sendo o novo caminho deles. E quem sabe até exista remediação para todo o mal que já fizeram.

Observações:

- Quando vi Blair Brown entrar em cena como a mãe de Susan, só consegui pensar: Nina, é você?

- Só eu que achei um pouco óbvio Susan ficar com Douglas? Parece que eles vêm dando essa dica há algum tempo.
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