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Political Animals - 1x06 - Resignation Day (Finale)

Por que uma premissa tão completa não tem uma segunda chance?


Por que uma premissa tão completa não tem uma segunda chance?

Quando você é viciado em séries e assiste qualquer bomba que vem pela frente, não tem como não ficar indignado quando vê algo bom como Political Animals acabar tão rápido. Quantas séries estreiam com uma premissa tão forte e promissora? Quantas séries tem uma história que pode evoluir sem fugir da proposta inicial?

Não são muitas. Na maioria das vezes o roteiro tenta seguir adiante, mas a essência dos personagens acaba se deteriorando, o ambiente muda e nós deixamos de reconhecer a série que um dia nos conquistou. Com Political Animals, muito provavelmente, não seria assim.

A série teria anos pela frente para acompanhar a carreira política de Elaine, a evolução de T.J., o crescimento de Douglas, a mudança de Bud, os paradoxos de Susan. Conflitos entre eles? Existiriam milhares de formas de serem criados. Com uma história ambientada no mundo da política, novos personagens poderiam ir e vir com imensa facilidade. Basicamente, PA teria uma fonte quase inesgotável de criatividade.

Ainda assim, não tem como não reconhecer que a série terminou com dignidade. O período de vida foi curtíssimo, seis episódios não deram para nada, mas a conclusão sanou as expectativas.

Honestamente, eu duvidava que Political desse conta do recado. O recurso usado – a morte do presidente – nem me passava pela cabeça. No momento em que ele se despede de sua família para viajar, sim, ficou evidente que o avião cairia. Mas antes disso a pergunta era se Elaine iria concorrer à presidência ou, finalmente, priorizaria sua família.

Acabou que ela nem precisou responder. O destino trágico tomou a responsabilidade de responder por ela. Porém o melhor foi o final que ela e Garcetti tiveram, com ele provando seu caráter não tão esperto, mas justo, e intimando-a para concorrer ao lado dele. Teria sido lindo. No final, ele não era o presidente mais inteligente, mas com Elaine guiando-o, não haveria governo igual. Os ganhos seriam mútuos. Ela não teria que enfrentar a guerra da campanha sozinha e sua família teria mais paz.

Se Political Animals continuasse, teria sido lindo. Mas abruptamente somos levados ao salão oval com Fred querendo ocupar o trono, que nem sequer tinha esfriado. É claro, numa hora dessas a nação precisa saber que tem um líder. Elaine, como sempre, agiu como mediadora entre a loucura e o bom senso, exatamente como ela fazia com Garcetti.

Enquanto isso, o resto da família – incluindo Susan – tentava se levantar da sujeira em que se meteu. Douglas, o mais desesperado de todos, ao invés de se libertar, fez foi meter mais ainda os pés pelas mãos. Mas, ironicamente, isso o encaminhou à libertação, visto que finalmente ele disse para a mãe tudo o que o amargurava. O problema é que ele se casou com Anne, uma mulher que mal estava se segurando antes de se tornar uma Hammond, e uma mulher que não completava Doug como ele queria. Ah se Political Animals continuasse…

T.J. foi quem teve o final mais lindo. De nada adiantou as ameaças da avó, um quase suicídio e uma overdose. De que adiantaria todo o esforço alheio do mundo se ele não tivesse força de vontade? Aparentemente, o melhor personagem da série ouviu a voz da razão e decidiu lutar por si mesmo e restaurar sua alegria. Se Political Animals prosseguisse…

Susan, por sua vez, é a que mais saiu perdendo. Essa personalidade dela, de sempre querer tirar vantagem de algum jeito, resultou no que resultou. Mas ela também tem razão ao dizer que foi igualmente usada por Elaine, afinal, uma relação de político com jornalista é a personificação da relação do escorpião com o sapo.

Nem por isso as duas se intimidaram. A Secretária deu mais uma chance à “amizade” e Berg colocou em risco toda a sua preciosa carreira em retorno, ao confessar que dormiu com Douglas. Sorte dela que o chefe, seu Bud particular, aproveitou a hora do aperto para se redimir com sua amada, mesmo que para isso tenha tido um empurrãozinho de Georgia.

Com isso, Susan definitivamente se firma como reflexo de Elaine. Duas mulheres fortes que, mesmo cheias de ambição e inteligência, dependem de seus homens – emocionalmente e profissionalmente – para prosseguir. É uma parceria estranha que tem a ousadia de dar certo. No caso da jornalista, ainda há Douglas, o caso de cinco minutos que estremeceu as bases da mulher. Pobre forte mulher.

Political Animals fecha sua última cena com o sorriso mais verdadeiro de Elaine. Se antes havia motivo para dúvidas, agora não há mais. Se antes havia motivo para medo, agora não há mais. Se antes ela venceria Garcetti, agora ela pode surrar Fred. Se antes o povo americano jugaria mal a ambição desta mulher, agora eles anseiam por ela. Mais uma vez, lamento a não continuação da série. E a parabenizo pelo seu término. Em um curto espaço de tempo todos os personagens puderam crescer, todos terminaram diferentes de como começaram, as respostas que recebemos eram de perguntas que nem imaginávamos. Quantas séries com tempo hábil podem se orgulhar disso?

P.S.: Ri de Elaine sendo racista com a nora e achando que estava sendo “sensivelmente cultural”. Seria épica a convivência entre as duas.
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