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Grimm - 1x02 - Bears Will Be Bears

Não é fácil desistir de sua história.


Não é fácil desistir de sua história.

Depois de um piloto que mostrou um jovem Nick confuso no meio de tantas descobertas sobre seus antepassados e seu presente, Grimm nos dá um episódio que ensina a este mesmo jovem o valor do legado que ele herda. E o lembra – incessantemente – de que ele nunca conseguirá se livrar disso.

O caso da semana girou em torno de uma família de ursos, que de acordo com a nomenclatura dos irmãos Grimm, são chamados de “Jagerbars”. Depois de se referir à Chapeuzinho Vermelho, a série faz uma analogia à história dos “Cachinhos Dourados e os Três Ursos”. Aqui, os garotos da família de ursos estavam prestes a se tornarem homens e, conforme a tradição, eles teriam um Bar Mitzvah particular. Ou se preferir, Roh-Hatz. O ingrediente especial da cerimônia ao pôr-do-sol não poderia ser menos importante, e um casal de namorados que teve o azar de invadir justamente a casa dos Rabe acabou entrando no cardápio.

O interessante da resolução desta trama foi a introdução de mais uma “criatura má” que não é tão má assim. O pai da família, mesmo sendo um Jagerbar também, havia se desprendido de suas tradições e não concordava com a esposa que insistia em transmitir sua herança ao filho. Isto mostra que, assim como os humanos, estes seres se distinguem entre si, mesmo sendo todos igualmente propensos à violência.

Este conflito serve para o protagonista também. Ele, pelo menos até agora, não tentou negar nada do que Tia Marie lhe disse, nem tentou fugir da maldição que possui. Mas vale lembrar que nada do que ele fez até o momento interferiu, de fato, em sua vida. Nada lhe custou nada. Juliette não está em perigo, Hank não desconfia de uma vírgula, e o conhecimento que ele tem de sua realidade ainda é muito pequeno.

Ainda bem que Monroe será sua “Grimmopédia”. Depois da morte de Marie, só os livros e ferramentas do trailer não serão suficientes para mantê-lo ciente de tudo. A série só está começando e pelo jeito existem ainda muitas criaturas a serem mostradas. Nada mais útil que ter um professor Blutbad para socorrer nos casos e dar uma “mãozinha” quando a coisa ficar feia.

Numa das conversas que Marie teve com o sobrinho, ela citou o fato de ele ser um policial devido à “habilidade” que possui. Considero este fato uma vantagem também. Diferente de sua tia, Nick tem os meios legais para interceptar sua caça. Não será como os Winchesters de Supernatural que se vestem de agentes do FBI e possuem nomes diferentes para cada situação. Só que, como nada poderia ser perfeito, o chefe do jovem detetive, Capitão Renard, faz parte da organização secreta que caça os Grimm, os ceifadores. E, obviamente, ele seguirá todos os passos de seu subordinado até o ponto que tiver de ceifá-lo também.

Assim como o piloto, Bears will be Bears terminou com um bom cliffhanger, mostrando que Nick e Juliette já estão sendo vigiados. O nível do episódio não caiu em relação ao antecessor, os efeitos especiais continuam satisfatórios (mas sem dúvida poderiam ser melhores) e as atuações continuam convencendo. Além disso, a série ganha pontos pelo cenário sombrio, que transmite muito bem a sensação de uma realidade carregada de mistério.

Eu continuo esperando mais de Grimm e acredito que ela tem muito potencial, afinal, se inspirando nas histórias de Jakob e Wilhelm Grimm, existe muita coisa boa para ser explorada ainda.
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