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Grimm - 1x03 - BeeWare

Está descoberto mais um jeito “legal” de morrer: ter uma overdose de veneno de abelha enquanto dança Y.M.C.A.

Está descoberto mais um jeito “legal” de morrer: ter uma overdose de veneno de abelha enquanto dança Y.M.C.A.

Antes de começar a falar do episódio, está na hora de fazer aquela perguntinha básica: você vai continuar encarando Grimm?

Olha, geralmente quando analiso se acompanho ou não uma série, observo seus três primeiros episódios. O piloto tenta apresentar a história e os personagens; o segundo episódio tenta mostrar que roteiro, personagem e ator estão em sintonia; e o terceiro provavelmente revela que rumo a coisa toda vai tomar. Claro que essa ordem não é regra nenhuma. É mais uma coisa que eu, seriadora dedicadíssima ao meu ofício, bolei para avaliar as (milhares) de séries que vejo.

Acontece que nesse ponto que está Grimm, todas essas coisas foram apresentadas. História, personagens e atuações já demonstraram o que têm a oferecer. E pelo que a gente já viu, ela vai ficar nessa salada de suspense policial, drama de descobertas do Nick, e mundo da fantasia. O pecado “mais mortal” dela também já está bem perceptível: os efeitos especiais.

Enquanto assisto as cenas que contém efeitos especiais, a única coisa que penso é: será que todas as emissoras americanas estão no vermelho? Porque se eu não me engano, na última temporada de True Blood, “alguns” efeitos (olha eu querendo ser amigável) pareciam ter saído diretamente da produção de Power Rangers. Agora, em Once Upon a Time, não é diferente. A impressão que a gente tem é que o pessoal do Castelo Rá-Tim-Bum é que está elaborando seus altos efeitos especiais…

Grimm não escapa dessa lista negra. A NCB precisa comprar computadores mais avançados para ter algum efeito especial que mereça um mínimo de respeito. E tem que ser urgente.

Mas, tirando isso, se você gosta da batida polícia-drama-fantasia, a história parece continuar interessante.

Interessante no bom e no “talvez” sentido.

Bom porque no primeiro e no segundo episódio tudo corria conforme os mandamentos de Jakob e Wilhelm Grimm. E no talvez sentido porque de repente deu a louca nos produtores, e já no terceiro episódio eles voaram muito além daquilo que suas asas permitem. As abelhas-humanas, como colocadas em “BeeWare”, não existem nos contos dos Grimm. Existe sim um conto chamado “The Queen Bee”. Contudo, a história deste conto não tem nada a ver com o que nos foi apresentado.

Não sei dizer se isso será bom ou ruim para o futuro da série. O plot mostrado colocou mais uma “criatuta má”, teoricamente, no lado do bem, tentando avisar Nick de um perigo que está chegando. As Hexenbiests, seres apresentados no piloto, voltaram neste e ainda passaram a ser as vítimas que Nick deveria proteger. Elas estavam no caminho das Melíferas, que na função de “Clarions”, (algo como “trombeta”), tinham o trabalho de transmitir a mensagem de alerta ao jovem Grimm.

O interessante aqui foi a introdução do maior conflito interior que o protagonista deve ter. Assim como ocorreu na hora que a Abelha Rainha tentava matar a Hexenbiest Adalind, ele provavelmente terá muitos outros momentos em que ser Grimm e policial ao mesmo tempo será impossível. Ele até abaixou a arma durante a luta das duas, dando um claro sinal de que o lado Grimm é realmente o mais forte. Mas na frente de Hank esse lado ainda não existe, e o tiro na Melífera foi inevitável.

Falando em Hank, eu estava pensando em como ele e Monroe representam esses dois lados de Nick. Um é seu “parceiro da legalidade”, enquanto o outro é o da “ilegalidade”. É óbvio que em algum ponto Hank terá que descobrir sobre a maldição que seu colega carrega, mas até lá, é para Monroe que o Grimm irá ligar e dizer: “ei, eu vi dois homens virarem abelhas hoje”.

Tenho que ressaltar, é claro, a química perfeita entre os dois. Nick já dá sinais de que, mais do que a ajuda para entender o sobrenatural, ele quer a amizade do Blutbad. É só reparar no grau de conhecimento mútuo que eles apresentam quando um liga para o outro e diz: “ei, sou eu”. Este episódio também mostrou que o alívio cômico da série deve ficar a cargo do diálogo entre eles. Nick elogiou Monroe chamando-o de “good boy”, elogio geralmente dado a cachorros. E teve até referência a Hawaii 5-0 (“Easy there, Five-O!”), e a uma série de 1954 chamada Lassie: “So little Timmy’s stuck in a well, you need Lassie to come find him?”. Detalhe: Lessie era uma cachorra e Timmy era o dono dela…

Mas a interação Nick-Hank também é muito boa. A gente viu isso naquele teatrinho que os dois armaram para fazer o homem-abelha enviar uma mensagem para sua rainha. A abelha caiu igual a um patinho.

O ponto positivo vai para a mistura de Twitter, Flash Mob e fantasia que Grimm fez. A intenção desta combinação, acredito, era resultar numa junção do “velho com o novo”. Porém, como os contos de fada foram extrapolados, dando espaço para a série criar seu próprio conto de fada, considerei que a mistura deu certo pelo menos na tentativa de colocar sobrenatural e atualidade num só plano. Isso não dá para negar, Grimm vem dando conta do recado.

Avaliando os três episódios exibidos, naquele “esquema” que citei acima, eu diria que, apesar de achar que este 1×03 arriscou muito mais do que podia, ainda vale a pena ver no que essa salada que é Grimm vai dar. Obviamente que eu gosto da batida polícia-drama-fantasia, e esse ritmo de um caso por semana não me incomoda.

O que me incomoda é que eu estou gostando da série. Mas estou SÓ gostando. A premissa dela não é ruim e um plot maior já foi anunciado. Porém eu queria muito mais do que gostar. Assim como os contos de fada fazem, é tarefa de Grimm encantar seu público. Deixá-lo curioso. Afinal, o nome Grimm carrega uma imensa poção de encantamento.

Eu ainda não cheguei a esse ponto. Espero ansiosamente que Chapeuzinho Vermelho me visite e me traga uma cesta cheia de doces e curiosidade. E claro, espero que no caminho dessa visita ela não seja comida pelo lobo mau daqueles malditos efeitos especiais.

P.S.: Um detalhe que observei e não sei se faz a menor diferença, é a cor do celular do homem-abelha e da roupa da abelha-rainha. Ambos são preto e amarelo. Que fique registrado que eu me lembrei deste detalhe se futuramente isso fizer algum sentido.

P.S.2: Eu confesso que ri quando a abelhinha picou a mão de Nick na cena final. Mas também, né, quem mandou matar a rainha dela?
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