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As 10 Melhores Séries de 2012

Nest Top 10 selecionamos as dez melhores veteranas do ano, e incluímos também as minisséries (e aquelas que foram forçadas a ser minissé...

Nest Top 10 selecionamos as dez melhores veteranas do ano, e incluímos também as minisséries (e aquelas que foram forçadas a ser minisséries). Mais do que no Top das piores e melhores estreias, e no de piores séries, neste o processo foi mais "democrático", entrando séries que eu conheço, porém não acompanho, mas que foram altamente indicadas a participarem da lista.



10. Suits (USA)
Por Arlane Gonçalves
Suits evoluiu tanto e tão rápido que surpreendeu. Ou melhor, assustou. Ela foi uma boa série em sua primeira temporada, mas nada que chamasse muito a atenção. A trama era boa, os casos jurídicos também, Gabriel Macht dava show com seu Harvey Specter, e Patrick J. Adams fazia bem seu Mike Ross. Então veio a segunda temporada.

A expansão que Suits recebeu em 2012 equivaleu a um grito. Tudo o que já era bom nela foi tão ampliado que, em certos momentos, ela parecia uma nova série. A entrada de Daniel para antagonizar com Jessica poderia até ter sido um recurso para deixar de molho o segredo de Mike e "prolongar" a duração de seu perigo... mas logo na Season Premiere nós já vimos este segredo comprometer o laço sagrado de Jessica e Harvey, e deixar de ser, pelo menos por um momento, o maior problema que Pearson Hardman tinha que enfrentar.

Foi épico. Esta segunda temporada não coloca Suits entre as primeiras colocações, mas certamente garante o lugar dela nesta lista. Aaron Korsh conseguiu que sua obra alcançasse uma qualidade de fazer inveja a muitas outras produções mais destacadas, em muito menos tempo do que estas outras têm. Suits se tornou uma série indispensável no currículo dos seriadores, e a melhor série jurídica do ano.


9. Sherlock (BBC)
Por Arlane Gonçalves
A mania de Steve Moffat de fazer coisas épicas, mais a mania da BBC (ou da Inglaterra) em fazer séries curtas, não poderia ter encontrado melhor aditivo para dar um resultado perfeito. Somando estas duas parcelas com a criação do sir Arthur Conan Doyle, temos como resposta esta adaptação contemporânea de Sherlock Holmes.

Embora a 2ª temporada não tenha sido tão perfeita quanto a primeira, é seguro dizer que... ela não deixou de ser perfeita. Assistir a um episódio de 90 minutos da série equivale a ver um (bom) filme, com o abono de que o filme será uma trilogia com garantia de qualidade até o final. No caso deste segundo ano, ver a loucura frenética de Moriarty e a forma como Sherlock acabou ficando indefeso diante do inimigo foi assombroso. Chegamos ao ponto de que o único que sabia quem era Sherlock Holmes era Watson -- mas não necessariamente sem aquela brechinha de dúvida. O interessante é que, quanto mais absurda a trama ia ficando, mais fascinante ficava também. A "resposta" de Sherlock ao frenetismo de Moriarty foi tão intensa quanto a vontade deste de destruir o -- ou se igualar ao -- protagonista. E tinha que ser mesmo. Para vencer um louco, só usando a loucura.

As atuações de Benedict Cumberbatch e Martin Freeman já são padrões quando pensamos em Sherlock na atualidade (tem uma indireta nesta frase). Elogios aos dois agora são dispensáveis e, principalmente quando falamos de Benedict, é motivo de indignação quando uma indicação dele não resulta em prêmio. Sem dúvida alguma, é de Moffat o mérito por fazer uma série tão admirável em cima de um personagem que foi explorado de tantas formas por tantos séculos. Tem mais gente tentando fazer o mesmo por aí e nem em sonho está conseguindo passar perto do sucesso de Steve.



8. Fringe (Fox)
Por Fábio Lins
Um ano de 2012 com altos e... mais altos.

Tudo bem, o que está fresco na memória é a quinta e última temporada de Fringe, mas em se tratando de 2012, poderemos classificá-lo como melhor e mais importante ano da série; tanto no lado televisivo quanto no lado executivo. Fringe exibiu 25 episódios esse ano e ouso dizer que todos foram bons. Uns melhores do que outros é claro, mas a série manteve o nível alto, satisfazendo os fãs (eu pelo menos) da série. A notícia derradeira trouxe sentimentos distintos: tristeza pelo fim, mas alegria pela garantia do fim. Esperanças de um fim digno floresceram e pelo andar da carruagem, não tenho dúvidas que isso ocorrerá.

Digo isso porque a última temporada tem dado um tapa de luvas -- pelo menos neste que vos escreve. Ela, que veio trazendo desconfianças por estar politicamente correta, um pouco lenta e com estrutura procedural (casos semanais a base de fitas VHS), chegou ao décimo episódio justificando tudo o que vinha mostrando, da mesma forma que sempre fez: pedaços da história sendo juntados, culminando em um fim (acredito) eletrizante, bombástico e apocalíptico.

O sentimento que tenho é que os produtores querem fechar a série dando um presente aos fãs por gratidão pelo que fizeram durante cinco anos, principalmente, sendo importante (preponderante?) para a sua sobrevivência. Estão exibindo episódios nostálgicos, com atuações magníficas e produções impecáveis. Estão contando de forma que, após o final, obriguem-nos a correr para revermos episódios anteriores. Estão fazendo com que a série nunca tenha um fim, pois, apesar de terminarem a história, além de ficar guardada em nossos corações, poderemos re-assisti-la quantas vezes quisermos, e, a cada oportunidade, absorvermos algo novo, algo que passara batido naquele momento. Contem nos dedos as séries que fazem/fizeram isso.


7. Louie (FX)
Por André Fellipe
É sensacional como Louie não mudou muito e ainda foi capaz de produzir uma excelente terceira temporada. Grande parte disso vem graças ao esforço incrível de seu criador ao tratar do mesmo tema, mas com um holofote muito maior do que o que foi colocado nas outras duas temporadas. Louis C.K. abordou a crise de meia idade do seu protagonista em episódios individuais, arcos com uma continuidade nunca mostrada pela série anteriormente, usou da solidão, de um amor não correspondido, de ofertas de emprego e dezenas de outros elementos que possuíam o mesmo fim, e que funcionaram perfeitamente toda vez que eram colocados em cena, seja graças ao humor ímpar da série ou por causa da sua capacidade ímpar de emocionar com simples histórias.

Tive uma gigante surpresa ao ver a segunda temporada expandir todos os temas e o universo da série. Agora imagine minha reação ao ver que a terceira pegou o que já estava perfeito e melhorou a um nível que poucas alcançaram.

É simplesmente algo de gênio.


6. Parks and Recreation (NBC)
Por Marco Aurélio
Não é à toa que Parks and Recreation ocupa atualmente o patamar de uma das melhores séries de comédia. Estamos na 5ª temporada, onde muitas séries do gênero costumam se perder, e ela ainda não apresentou sinais de cansaço, tudo porque ela soube o momento exato de expandir para outro cenário.

Acompanhamos o divertido e conturbado percurso de Leslie para o cargo de vereadora de Pawnee, onde ela só conseguiu se manter na disputa devido aos esforços de seus amigos e colegas de trabalho (nesta última categoria inclui-se Jerry), e o nosso sentimento é próximo de orgulho e satisfação por vê-la chegar em Washington, representando a cidade que tanto ama. Ainda presenciamos nossa futura candidata à presidência noivar com Ben, ter sua primeira briga com Ann e até disputar lotes de terra com April. É considerável o quanto a série empenha-se para apresentar episódios que conferem evolução às histórias e aos personagens. 

O que impressiona, além do desenvolvimento, é a regularidade. É raro encontrar uma comédia com episódios redondinhos, engraçados e alguns até emocionantes, como a Season Finale da 4ª temporada. 

Os roteiristas sempre costumam trazer de volta à série fatos e personagens de temporadas anteriores no momento mais propício, como a rixa entre Pawnee e Eagletown e Tammy, que arrancou muitas gargalhadas no último episódio desse ano. Todo esse conjunto de qualidades fazem de Parks uma série digna de ser uma das melhores de 2012.


5. Homeland (Showtime)
Por Marco Aurélio
Poucas séries empolgaram e chamaram tanto a atenção em 2012 como Homeland. E isso não se deve somente aos prêmios que recebeu (merecidamente), mas a uma equipe que soube manipular todos os eventos com maestria. Presenciamos, com a 2ª temporada, a ascensão de uma nova Homeland, mais surpreendente, intrigante e sem medo algum de arriscar. A novidade é somada ao terror psicológico e às ótimas atuações da 1ª temporada resultando em uma série quase perfeita do ponto de vista do entretenimento.

Alguns episódios foram tão magníficos e imprevisíveis que envolviam completamente os espectadores. Nunca pensei que a identidade de Brody fosse revelada no início da temporada e muito menos imaginava a presença e a decadência de Abu Nazir na mesma temporada. Foram passos corajosos, dignos de Season Finale, que aceleraram o ritmo da série e passaram a sensação de que tudo estava sob controle, o que é admirável, no mínimo.

Falando em Season Finale, o desta temporada resumiu bem o ritmo da série nesse ano: momentos de desenvolvimento de personagens, sentimentos mistos, acontecimentos bombásticos e enfrentamento das consequências. Tudo o que desejávamos de uma Season Finale. Normalmente, esse último episódio também dita a direção que a próxima temporada deve seguir. O problema é que, mesmo com algumas dicas, essa previsão parece um pouco difícil de imaginar e Homeland mais uma vez ganha por ser imprevisível, o que gera altas expectativas para a próxima temporada.

Aguentar a birra de Dana e o casal meloso Brody e Carrie não foi fácil. Mas a temporada compensou e ainda deu um show de qualidade, ensinando muitas por aí como se faz TV de verdade.


4. The Walking Dead (AMC)
Por Camis Barbieri
Uma das maiores (e melhores) surpresas da Fall Season 2012 é The Walking Dead. Depois de apresentar uma 2ª temporada claudicante e que fez muita gente (inclusive eu) largar a série, eis que os roteiristas conseguiram acertar o tom, apesar das brigas e constantes mudanças na equipe, que ainda continuam.

Dar uma segunda chance à série é uma necessidade para comprovar as mudanças pelas quais todo o público clamava. O ritmo está muito mais ágil, o número de aparições de zumbis aumentou consideravelmente e o que mais impressiona é o fato de que os personagens deixaram de ser descartáveis. The Walking Dead, apesar de ainda ter os zumbis como grande atrativo, conseguiu criar interesse humano e segue adaptando bem as histórias já consagradas pelos quadrinhos.

Ainda temos metade da 3ª temporada para acompanhar, mas até aqui, os rumos da série dão a certeza de que, finalmente, os altos índices de audiência e toda a comoção em volta da produção são justificáveis. É verdade que (quase) todo mundo ama zumbis, mas o segredo para o sucesso não está apenas na produção impecável de figurino e maquiagem. Quando a equipe de produção percebeu tudo isso e conseguiu amarrar todos os anseios dos fãs do gênero, uma série praticamente imbatível se firmou na grade da AMC.


3. Hit & Miss (Sky Atlantic)
Por Henrique Haddefinir
Quando a história sobre uma transsexual assassina chegou até o nosso conhecimento, a primeira reação foi a cautela. Parecia ser o tipo de argumento perfeito para o sensacionalismo. Crime e sexualidade num mesmo conjunto... Havia tantas ameaças interpretativas que chegava a arrepiar. Quando o nome de Chloe Sevigny foi anunciado como protagonista, parte do medo foi embora (ela não aceitaria se não houvesse algo de bom ali), mas certos receios continuaram em pauta (Chloe já esteve em projetos de apelo duvidoso).

O projeto nasceu como uma "minissérie", mas com promessas de continuidade. Tudo dependia de como o trabalho seria recebido, e partindo dessa premissa, o futuro dele não era garantido mesmo. Hit & Miss começou brutalizada pela visão artística mais crua da televisão atual. Nada de floreios e adornos. Os episódios eram nublados, secos, diretos, tratavam a estranheza do tema com a esquisitice que ele merecia. Hit & Miss era um produto de identidade absoluta, e de uma atuação e roteiro brilhantes.

A transsexual era Mia, que levava a vida como assassina profissional, juntando dinheiro para que um dia pudesse finamente fazer a cirurgia de remoção do pênis. Tudo muda quando ela descobre que tem um filho que lhe foi conferido após a morte da mãe da criança. Assim, Mia começa a deslizar entre o absurdo de seu modo de vida, com o papel materno/paterno forçado, e o nascer de uma nova possibilidade amorosa.

Tudo na série funcionava muito bem. A ação, as abordagens psicológicas (o filho de Mia era hiper sensível e refletia os distúrbios que a figura distorcida do pai provocavam), os complicados romances e as discretas e poderosas reviravoltas. A série tinha tudo pra ter boas temporadas, mas foi cancelada precipitadamente. Deixou uma trajetória curta, mas marcante. Poucas vezes se viu tanta capacidade de representar o surrealismo da natureza e dos sentimentos, como se viu nesse projeto.


2. Breaking Bad (AMC)
Por André Fellipe
Breaking Bad sofreu com alguns “problemas” narrativos interessantes nessa primeira metade da temporada final. Essas dificuldades não passaram da união de alguns fatores, como o fato dela ter apenas oito episódios para trabalhar e a decisão criativa de revelar a verdadeira identidade de Walter White para Hank ao fim dos oito episódios, que fizeram com que a narrativa ficasse tão dependente de determinados acontecimentos que ela acabou tendo que andar mais devagar que o normal para dar uma olhada para o céu e respirar um pouco. 

O negócio é que essa calmaria representa justamente os trunfos que fazem de Breaking Bad a montanha russa de sentimentos que ela é. A relação de Walter e Jesse foi menos explosiva graças às mudanças do segundo, mas, ainda sim, foi aterrorizante ver como o primeiro ganhava tons ainda mais obscuros até sua eventual chegada ao topo, algo que a série explorou de forma perfeita esse ano. Tudo soou como uma preparação, mas uma preparação linda que ajusta esse quebra-cabeça nos pontos exatos para que no ano que vem Vince Gilligan possa destruí-lo. É questão de tempo para Walter White cair de cara no chão... e eu estarei aqui na primeira fila para ver o circo pegar fogo.


1. Sons of Anarchy (FX)
Por Arlane Gonçalves
Sons of Anarchy é a obra-prima de Kurt Sutter. Sem dúvida alguma, a série é um dos melhores dramas da atualidade, com fonte de inspiração (Hamlet, de Shakespeare) e evolução narrativa dignas de todo reconhecimento. Infelizmente, para nossa tristeza (e ira de Kurt), não é bem assim que funciona. Em cinco temporadas, SOA não foi completamente ignorada pelas premiações, por assim dizer. Ela teve algumas indicações (insignificantes) e um Globo de Ouro para Katey Sagal, quando já não dava mais para tapar a qualidade de sua interpretação com a peneira. 

Neste ano, presenciamos o que seria a maior ironia do enredo de Sons. Jax finalmente ascendeu ao trono depois de quatro anos sendo o antagonista, o nemesis de Clay. A promessa, pelo menos de Jax para o próprio Jax, é de que ele seria o oposto do padrasto, finalmente colocando os Filhos da Anarquia no caminho que seu pai planejava. Mas nem de longe ele passou perto de seus objetivos iniciais. Como o próprio reconheceu no final, "o martelo deve ter o poder de mudar quem o possui". E assim nós conhecemos um Jax não apenas igual a Clay, mas infinitamente mais perigoso.

Enquanto Clay é um homem facilmente manipulável, Jax é um mestre de mentes. Cada palavra sua, por mais simples e despretensiosa que seja, tem, no final, um significado e consequência bem maiores. Ele não convida os honestos a irem para o lado negro, ele sutilmente os envolve a ponto de eles irem com as próprias pernas sem nem notar o que realmente estão fazendo. Ele é muito mais sangue frio do que aquele Jax da primeira temporada imaginava. Ele é muito mais seu inimigo do que aquele Jax da primeira temporada imaginava.

Este quinto ano de Sons foi perfeito porque soube apresentar um "depois" com maestria. Vimos a série crescer sem nem imaginar que sua história daria um ciclo tão bem feito. E sem imaginar também que Charlie Hunnam assumiria com tanta energia a identidade de seu personagem. Não houve um só episódio que não tivesse intensidade máxima, que não chocasse e que não significasse real evolução. Não entendo e nunca entenderei como uma série de qualidade tão superior passa despercebida (?) por queles que deveriam aplaudi-la.



Por pouco não entraram na lista:

1. Parenthood: a coragem que Parenthood mostrou ao expandir suas histórias e adicionar altas doses de emergência nas mesmas durante o final da 3ª temporada e no início dessa 4ª, prova que ela é um dos melhores dramas da TV aberta. (Por André Fellipe)

2. Mad Men: depois de mais de um ano fora do ar, Mad Men voltou com sua quinta temporada. Este ano vimos a série focar em suas personagens femininas, com destaque para Joan e a excepcional atuação de Christina Hendricks (só os jurados do Emmy parecem não concordar). Na trama central, acompanhamos a deterioração da felicidade de Don Draper e de seu casamento com Megan. Além disso, o publicitário teve que lidar com o suicídio de Pryce, do qual foi indiretamente responsável, e a demissão de Peggy. Não foi um ano fácil para Don, mas foi outro ano fantástico dessa série que sempre está entre as melhores da TV. (Por Celso Landolfi)

3. Awake: Awake foi a série mais injustiçada de 2012. Com uma premissa julgada "complexa demais" para a TV aberta, a série sofreu com uma audiência baixissíma e foi cancelada. Mas nem por isso deixou de apresentar um ótimo drama, cheio de mistério e teorias. O fato de se passar em duas realidades, fazia com que mesmo os casos semanais fossem bem mais interessantes do que num procedural comum. Com apenas 13 episódios, teve tempo de apresentar um belo final, que explicou em parte a experiência vivida por Michael Britten. Awake fará falta e realmente abre uma discussão sobre o que é para TV aberta e o que é para TV fechada. (Por Celso Landolfi)

4. Political Animals: teve o azar de ter uma trama excelente e pouco tempo para desenvolvê-la. E ela tinha história para fazer cinco temporadas e ser um dos melhores dramas na TV.

5. Nikita: o final da segunda temporada, exibido neste ano, foi de arrebatar. Mas aí a terceira temporada começou um tanto morna, e Nikitinha perdeu seu lugar nessa lista.

6. Doctor Who: o início desta sétima temporada deveria ter sido épico porque, afinal, era a despedida dos Pond. Acabou que Moffat fez um adeus relativamente bom. Muito triste, exageradamente triste. Mas bom. Só que não exatamente épico.

7. Archer: a animação vem mantendo a proeza de melhorar a cada ano, consagrando sua 3ª temporada como a melhor e mais divertida da série. É verdade que todas as missões da ISIS sempre foram muito engraçadas, mas desta vez a série se superou na criatividade. Tivemos o desfecho de alguns assuntos pendentes na temporada anterior, descobrimos habilidades e histórias de alguns personagens e tudo foi finalizado com uma insana viagem ao espaço. (Por Marco Aurélio)

8. Hell on Wheels: que finale! Que finale arrasadora! Se a temporada inteira tivesse tido o mesmo nível, esta conversa seria outra.

9. Justified: Justified merece estar aqui só por ser Justified. Mas é uma pena que a 4ª temporada não teve a mesma qualidade da 3ª. É inegável que a saída de Margo Martindale do papel de master vilã tenha golpeado a série e a deixado "órfã". Porém fico aqui torcendo pela recuperação deste drama maravilhoso da FX.

10. 30 Rock: essa é uma série que sempre usou e abusou da metalinguística. Quando foi anunciado que esta seria a última temporada, o clima de despedida se instalou imediatamente na série e a impressão é que ela conseguirá dizer adeus da melhor maneira possível. 30 Rock optou esse ano por utilizar piadas combinadas com as situações e atitudes mais absurdas, sem deixar de lado suas referências à cultura e política. Também foi o ano em que Liz Lemon finalmente inicia a realização de seus sonhos, ao conseguir casar e começar a planejar a melhor hora para ter seu primeiro filho. Provavelmente o último seja a causa do fim de TGS, o programa fictício baseado na própria série, embora seja um encerramento que honre todos os excelentes momentos que a série proporcionou ao longo de suas 7 temporadas. De qualquer forma, 30 Rock vai deixar saudades. (Por Marco Aurélio)


Merecem ganhar um doce porque surpreenderam:

1. Once Upon a Time: a cada episódio que passa, a gente pensa que OUAT não tem mais história nenhuma pra contar. Então vem o episódio seguinte e samba na nossa cara. Lá está Once com mais um conto de fadas e com mais uma adaptação convincente.

2. Strike Back: nunca ouviu falar de Strike Back? É uma série que inicialmente era exibida na Inglaterra, mas que foi comprada posteriormente pelo Cinemax (algo parecido com o que aconteceu com Hunted). A 1ª temporada na nova casa foi um fiasco. A queda de qualidade foi gigantesca e a série estava irreconhecível: as cenas de sexo passaram a ser o mais importante, a ponto de causar aquela sensação que tudo era preparação para a cena de sexo seguinte. Contudo, as cenas de ação nunca deixaram de fazer parte da produção. Porém, na 2ª temporada, exibida esse ano, os roteiristas acordaram e outra reviravolta na sua característica foi estabelecida. Strike Back voltou a ser inteligente, sem deixar de nos proporcionar as cenas de ação e ainda adquiriu coragem para matar muitos personagens no caminho. Cada episódio valeu a pena. Só não vou prometer que as cenas de sexo avulsas pararam... Nenhuma série é perfeita. (Por Marco Aurélio)

3. Grimm: essa série é um caso sério de evolução. Começou fraca, com protagonista fraco e história fraca. Hoje já tem identidade própria e ainda está só no começo de sua segunda temporada. Um beijo e um queijo para a NBC (e para o lindão do David Giuntoli).

4. Teen Wolf: quem aguentou a primeira temporada e foi encarar a segunda, se deparou com uma coisa tão legal que o único pensamento que vinha à cabeça era: "isso nem parece que é da MTV!".



Teve o azar de fazer muito feio depois que estava indo muito bem:

1. Revenge: Revenge foi uma das mais gratas surpresas de 2011... mas, que bagunça é esta segunda temporada? Ela virou uma coisa tão ampla, tão cheia de voltas e histórias que nem sabemos mais quem exatamente é, ou deveria ser, a vítima de Emily. Fora que matar personagens fundamentais só para depois dizer que não, a série não é louca a ponto de fazer isso, é muito mesquinho. Se a intenção é só chocar, por que não matar de verdade? 



Em tempo (de fazer algumas notinhas):

- A participação de Walton Goggins (Justified) no 5x05 de Sons of Anarchy foi o momento mais UAU da TV neste ano. Nunca na minha vida que eu esperava isso de Kurt Sutter, especialmente quando descubro que o "selinho" em Jax não foi coisa do roteiro, mas sim safadeza do Walton! Ou seja, Charlie Hunnam teve aquela reação que vimos na cena MESMO.

- Para quem quiser conhecer mais um tantinho de Sons of Anarchy (vulgo série dos motoqueiros), é só olhar esse post aqui.



Mil agradecimentos pela colaboração de: Camis Barbieri (@camisbarbieri), Henrique Haddefinir (@Haddefinir), Fábio Lins (@FabioLins_),  Celso Landolfi (@CelsoLandolfi), e André Fellipe (@andre_fellipee). E principalmente para Marco Aurélio (@aurdall), cujo cachê nunca conseguirei pagar.


Veja também:
As 10 Piores Estreias de 2012
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  1. Strike Back é a melhor série de ação dos últimos tempos. Pena que vai ter só mais uma temporada em 2014 e depois acabou.

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