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Justified - 4x01 - Hole in the Wall

Mais um ano de sangue justificado.

Mais um ano de sangue justificado.

E lá vamos nós de novo a mais uma temporada de Raylan Givens. Depois de uma terceira temporada meio morna, baqueada pela perda da maior vilã da série, Justified retorna para tentar, mais uma vez, se equilibrar e se reencontrar. Não, nem de longe o ano anterior de Raylan foi ruim. Foi apenas inferior ao que tínhamos visto até então, mas, mesmo assim, se fosse para fazer um Top 10 com os melhores dramas de 2011, Justified com certeza teria seu lugar garantido.

Inicialmente, não fomos apresentados àquele que pode ser o vilão da temporada. Tivemos uma ambientação da atual situação do protagonista, especialmente levando em conta que Winonna chutou o pobrezinho de vez e ainda se descobriu prenha do homem. Agora, vemos Raylan correr atrás de um dinheiro extra para sustentar o filho, atitude que, à primeira vista, destoa muito da personalidade dele.

Mas, né, o que um pai não faz por um filho? Aliás, de cara já vimos Givens pagar muitos (dos seus muitos) pecados nessa sua nova empreitada. Ao arrumar um companheiro tão desastrado como Bob Sweeney, toda a aura de policial imbatível e super inteligente dele foi ralo abaixo. Só o fato de Raylan ter que contar com a ajuda de Bob foi, digamos, vergonhoso. Depois, naquele clima de palhaçada, ao ficar querendo se exibir demais, o novo ajudante fez é colocar os dois em perigo maior ainda e, para completar, esfaqueou o pé de uma adolescente.

Não estou criticando nem achando isso absurdo. Quer dizer. Absurdo é. Mas mostra exatamente o atual desconforto em que Raylan se encontra. Ele está desestabilizado, e não poderia ser diferente. Sua madrasta foi assassinada, seu pai foi preso, o amor de sua vida o abandonou quando ele estava quase morrendo. O recurso da série de usar um "alívio cômico" para desnudar seu perdido protagonista foi peculiar, contudo, funcionou. A partir deste momento, temos o primeiro começo de temporada onde Raylan não é mais Raylan-Fucking-Givens, mas sim apenas Raylan. Um simples homem simples chamado Raylan.

Agora, quando fiz a pergunta "o que um pai não faz por um filho?", me veio à cabeça também Arlo. Vamos combinar que até aqui ele não foi o melhor pai do mundo. Muito pelo contrário, ele já até tentou matar o próprio filho. Ele e Raylan não poderiam ser tão opostos e tão iguais. Os dois estão em lados diferentes da lei e os dois fazem tudo o que é preciso para seus respectivos lados. É uma relação tão torturante quanto explosiva.

Todavia, fiquei intrigada com a razão de Arlo matar o colega interessado no achado de seu filho. Seria para protegê-lo? 

Dá para perceber que a cena inicial, com um paraquedista esborrachando no chão há 30 anos (21 de janeiro de 1983), e a carteira de motorista de "Waldo Truth" (emitida em 1979), que estava dentro da parede da casa de Arlo, estão interligadas. Porém a coisa ficou mais interessante ainda quando a mãe de Raylan foi citada como parte da história e como motivo perigoso o suficiente para que o filho fique longe da nova descoberta. Mas é claro que tal aviso amigável vai ter exatamente o efeito oposto do intencionado, uma vez que Raylan se encucou com o assunto e não leva uma vírgula que seu pai fala como verdade.

Como comentei acima, não tivemos uma apresentação de um novo vilão, pelo menos não tão explicitamente. Conhecemos um antigo amigo de Boyd, Colt (Ron Eldard), que, amigo de quem é, não deve ser boa coisa. Na verdade, ele já provou que não é boa coisa mesmo. Que "engano" foi aquele de matar um homem por causa da ambiguidade de "take care of him"? Tudo bem que Crowder foi bem dúbio com a situação toda, a começar com aquele papo de "cruzar a linha" e dar uma arma para ele. Boyd deveria ter explicado... Colt deveria ter perguntado...
Pastor Billy (Joseph Mazzello) , no entanto, pode ter sido o vilão apresentado. Lobo em pele de cordeiro serviria como uma metáfora belíssima para o pregador que anda libertando os clientes de Boyd do abismo da oxi. "Igreja Sagrada Última Chance"...é uma ironia, não? Quando lembramos de Crowder no início da série, é como se o passado viesse para pegá-lo. De filho radical de Deus, que praticamente personificava a definição de neonazista em nome da Bíblia Sagrada, hoje ele é um gângster sem retornos, que esconde suas verdadeiras intenções até mesmo de Ava, sua amada e aparentemente sócia e persona grata.

Ava, aliás, se transforma a cada dia. Ela defendeu Ellen May de um agressor e está cobrando caro por isso. Além de ser a nova patroa da moça, bater nela virou algo normal e a chefe até se assusta quando a funcionária não reconhece isso. Que coisa.

O que podemos observar desde já é que Boyd não acha que a loira tem tino para os negócios. Primeiro que ela tirou a ideia de ser cafetina do nada, depois de condenar por não sei quanto tempo a profissão. E agora, não conseguiu controlar/prever um cliente de ser baleado enquanto usava o serviço. Ok. A situação foi ridícula. Mas é de ridículo em ridículo que o crédito vai sendo perdido. E, além do mais, Ellen logo deve querer se aposentar, já que ela será a próxima alma salva pelo pastor Billy. Resta saber como é que Ava vai reagir a tal ideia.

Por último, vamos comentar sobre a primeira vítima do trabalho extra-curricular de Raylan como caçador de recompensa. Jody Adair (Chris Chalk) deu trabalho, mas também quase virou pasta e quase teve o pé perfurado. No final, ainda descobriu o nome de Givens e até uns detalhes sobre sua vida pessoal. Espero que ele não volte nunca mais para usar essas informações.

O que não podemos esquecer, é de como nosso querido policial pegou o serviço de caçar Jody. São tantos "contatos" que Raylan vai fazendo por aí que não vai ser de estranhar se o homem fizer fortuna com tanta ajuda de suas amigas. Ele bem que queria só Winonna, mas a vida gosta de pregar peças nele. A mulher que ele quer não o quer, e em compensação todas as outras o querem -- quando não mostram os seios para ele em público. Não imagino grandes proporções no novo relacionamento dele com a loira-do-bar-do-andar-de-baixo, mas gostaria de ver dona Winonna voltar e rosnar um pouquinho em defesa do território. Não custa sonhar, né? Vai que The Following, a próxima série de Natalie Zea, é cancelada rapidinho e ela tem que voltar para Justified rapidinho? 



Observações:

- Só eu que notei um olhar "sexuado" de Rachel para Raylan? Falem para mim que estou sonhando.

- Senti falta de Art e de Tim.

- Pastor Billy afirmando ter sobrevivido ao veneno da cobra várias vezes pareceu conto da carochinha.

- A pantera que sumiu de True Blood, Lindsay Pulsipher, apareceu no púlpito da igreja de Justified e ficou de figurante na Season Premiere. Vamos torcer para que desta vez ela tenha algo bom e relevante para fazer  no papel de Cassie St. Cyr.

- Melhor do que assistir Justified, é assistir Justified com legenda das Queens. "Arlo: um incentivador da leitura" era o toque final que precisava pra fechar "Hole in the Wall" com chave de ouro. Vocês são priceless, rainhas!
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