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Os 10 Cancelamentos mais Dolorosos de 2012

Gente, cancelamento dói, não dói? Quando um personagem querido morre a gente sofre, mas é com aquela pontinha de esperança de que, com a ...

Gente, cancelamento dói, não dói? Quando um personagem querido morre a gente sofre, mas é com aquela pontinha de esperança de que, com a continuação dos demais personagens, um dia talvez superaremos a perda daquele que se foi. Já num cancelamento, não há esperança mais. Cancelou, ACABOU. Não importa o quanto você chore, ou o quanto você xingue e reclame nas redes sociais. O fim de uma série querida equivale a uma punhalada no coração do seriador. Então aqui, num clima de respeito por aquelas que perdemos, e muito mimimi, vamos nos lembrar dos 10 cancelamentos mais dolorosos de 2012.

Peguem a caixinha de lenço e vamos chorar as pitangas:

10. Common Law e Fairly Legal (USA)

Vou começar colocando essas duas do USA na mesma categoria porque o canal pisou na bola feio ao cancelá-las... no mesmo dia! Que se danem os números de audiência. Por acaso quando uma série que a gente gosta é cancelada a gente se conforma por causa dos números baixos dela? NÃO. NÃO E NÃO.

Common Law estreou em maio de 2012 e tinha Michael Ealy e Warren Kole como detetives de Los Angeles. Naquele estilão Lee & Carter (Rush Hour) misturado com o estilão Steve & Danno (Hawaii 5-0), os dois eram o oposto um do outro, se completavam, e a amizade ia muito além do ambiente profissional. Momentos divertidíssimos era o que não faltava, e a história de fundo não deixava nada a desejar. Common era aquela série leve, despretensiosa, que ainda conseguiu ter personagens com carisma além da conta.

Fairly Legal teve uma primeira temporada maravilhosa. Todo aquele universo jurídico às avessas era uma delícia, especialmente por ser guiado pela louquíssima Kate Reed. Já a segunda temporada não foi tão legal, mas trouxe novos (e bons) personagens, manteve um bom nível, e terminou com um cliffhanger do tamanho do mundo. Fiquei de cabelo em pé querendo saber como seria a vida de Ben e Kate como vizinhos. E aí veio a vaca da USA e cancelou a série.

Punhalada no coração dada em: 01 de novembro de 2012.


9. Missing (ABC)

Ah como eu amei Missing. Muita ação, muito suspense, muita porrada, muito mistério, filmagens em vários locais lindíssimos da Europa, Sean Bean no elenco (depois de perder a cabeça em Game of Thrones), Ashley Judd no elenco, Cliff Curtis no elenco. Tudo maravilhoso. Tudo alto padrão.

Mesmo assim, desde o momento de estreia, a (maldita) audiência não correspondeu à série. E a ABC, ao invés de dar um jeito de concluir a história com dignidade -- o que ela podia fazer tranquilamente, já que a premissa se concluía naturalmente em 10 episódios -- fechou a série com um cliffhanger pra lá, pra lá, pra lá de estúpido. Foi como se depois de fazer algo bem feito só pra atrair a atenção da gente, ela desse de presente um tapa na nossa cara. Ô emissora idiota.

Punhalada no coração dada em: 11 de maio de 2012.


8. Awake (NBC)

Awake estreou em março de 2012 com uma premissa original: um homem sofre um acidente de carro e passa a viver entre duas realidades. Em uma, o filho era o sobrevivente, na outra, era a esposa. No entanto, tal premissa, se feita com a qualidade que exigia, era relativamente complicada para a TV aberta -- ou complicada para a TV no geral. A trama do detetive Michael Britten, na verdade, tinha perfil cinematográfico, seja pela sua "complexidade", seja pelo curto período de vida que ela poderia aguentar sem se desgastar se fosse contada em vários episódios.

Mesmo assim, no pouco tempo que teve, Awake foi brilhante. Nem mesmo o fato de ser procedural impediu que ela alcançasse a qualidade que exigia de si mesma. Contudo, os baixos índices de audiência comprovaram que ali não era o lugar dela, e lá se foi a NBC jogar a obra no lixo. Foram exibidos apenas 13 episódios que tiveram um "final parcial" para a história de Michael Britten. Um final parcial que supostamente deveria aliviar a punhalada cardíaca.

Punhalada no coração dada em: 11 de maio de 2012.

7. The Secret Circle (CW)

Esta eu não cheguei a acompanhar, mas ATÉ HOJE vejo fã lamentando por aí. O que eu sei é que Britt Robertson, que fez a Cassie, deve também estar muito revoltada da vida. Depois de passar dois anos interpretando a chatíssima Lux Cassidy na melosíssima Life Unexpected, e ter a série cancelada com as histórias pelo meio, ela deve ter visto a luz no fim do túnel quando a CW a chamou para entrar na vibe de The Vampire Diaries e protagonizar uma série de bruxisse.

Pelo que li por aí, a temporada foi feita mais ou menos nas coxas, mas o final foi muito bom e merecia um voto de confiança do canal que, cá entre nós, é conhecido por dar mil e uma chances para outras séries não tão amadas pela audiência (leia-se Gossip Girl e Nikita). É uma pena. De verdade. Especialmente depois que a CW teve a cara de pau de estrear Beauty and the Beast, que é infinitamente inferior ao Círculo das Bruxinhas.

Punhalada no coração dada em: 11 de maio de 2012.

6. Partners (CBS)

Agora já pode abaixar o nível da conversa e começar a xingar? Como que faz pra remendar o coração depois de a CBS ter a ou-sa-dia de cancelar Partners? Não tem como, gente. Não dá pra entender.

Que doçura era essa série. Que doçura era assistir esses dois, ops, três casais. E as brigas de Joe e Louis? E as birras de Joe? E as birras de Louis? E a face sem expressão mais fofa do mundo de Wyatt? E a sapequice de Ali? Como é que não existe audiência para tudo isso? Dá um nó na garganta quando eu olho para a mesma emissora e vejo Two and a Half Men, tão desgastada e tão sem graça, sobreviver ano após ano, a todo tipo de diversidade que o dinheiro (sempre ele!) possa comprar... e Partners fofíssima ser tratada desse jeito. É muita injustiça para o meu coração aguentar.

Punhalada no coração dada em: 16 de novembro de 2012.

5. Ringer (CW)

Dá para acreditar que Xibom-bom-bom não teve uma segunda temporada? Não bastasse a CW sambar na nossa cara e nos fazer gostar (mentira, adorar) de uma série que conseguia ser pior do que novela mexicana, o canal teve a pachorra de cancelar As Loucuras de Shivom e sua Gêmea Burra depois de um final ridículo!

Gente, isso devia dar processo. Bridget, a mocinha mais controversa da TV, não só foi esculachada por Andrew e pela vaca da Juliet, (sendo que se os dois tiveram alguma paz na vida, era por causa de Brigíte), como descobriu -- BOOM! -- que sua irmã estava vivinha da silva e queria sua cabeça numa bandeja...

Mas isso nem é muito culpa da CW não, viu. Os índices de audiência foram baixíssimos desde o começo e rumores de cancelamento existiram praticamente desde o primeiro suspiro de Ringer. Os produtores, por sua vez, poderiam ter dado pelo menos um final mediano para a novela, mas preferiram -- sim, eles disseram isso -- acreditar que um milagre aconteceria e a série seria renovada. Agora apenas desejo que eles, Eric Charmelo e Nicole Snyder, nunca mais consigam emprego na vida.

Punhalada no coração dada em: 11 de maio de 2012.

4. Jane by Design (ABC Family)

Quando Jane foi cancelada, depois daquela Summer Finale com cliffhanger do tamanho do universo, pensei seriamente em atear fogo no prédio da ABC Family. Sim, sim. No momento, parecia a única solução plausível. Quer dizer, até hoje parece a única solução plausível.

Não teve série mais fofa neste ano. Só a voz da protagonista já dava conta de 50% da fofura de JbD. E ainda tinha a amizade colorida dela com Billy que, claro, shippei desde o primeiro segundo do piloto, e fiquei p*ta por várias vezes quando os dois chegavam pertinho um do outro e se depois ficavam a milhas de distância outra vez (geralmente com intrusos-intrometidos no meio).

Jane by Design não era perfeita. Tinha, sim, erros de continuidade, personagens não tão bem explorados, e alguns clichés que precisavam ser trabalhados. E mesmo assim, acredite, ela conseguia ser uma série muito gostosa de assistir. Não perdoei e nunca perdoarei a ABC Family por este cancelamento. Não importa quantas outras séries fofas ela venha a estrear.

Punhalada no coração dada em: 17 de agosto de 2012.

3. Political Animals (USA)

COMO QUE A USA TEVE A CORAGEM DE CANCELAR POLITICAL ANIMALS?

Se um dia você tiver uma resposta lógica para esta pergunta, por favor, me conte. Political foi, sem dúvida, uma das melhores estreias de 2012 e, de longe, a melhor estreia do ano na USA. O canal veio com esse papo que a Animals era uma minissérie, e foi isso o que ouvimos durante toda a sua exibição. Mas era difícil de acreditar.

Onde que um elenco tão bom e uma história tão boa poderia ser apenas uma minissérie? Para começar, a protagonista não era ninguém menos que Sigourney Weaver, a intérprete de  Ellen Ripley na quadrilogia Alien. Ainda por cima tinha Ciarán Hinds fazendo um Bill Clinton às avessas, Sebastian Stan em mais um de seus momentos brilhantes, James Wolk se sobressaindo, e Carla Gugino fazendo bonito na pele de uma vilã-não-vilã.

A história se baseava um pouco na biografia dos Clinton, invertendo a atitude conciliadora que Hillary teve ao perdoar o marido. Como descreve Weaver, PA era sobre "as famílias que passaram pela Casa Branca, o preço que elas pagavam por estar na Casa Branca, e o fato de que estas famílias, na maioria das vezes, tentam voltar para a Casa Branca". Political Animals era inteligente, interessante, e tinha prazo de validade para 5 temporadas ou mais. Como, mas como que um canal cancela uma série dessas?

Punhalada no coração dada em: 02 de novembro de 2012.

2. Hit & Miss (Sky Atlantic)

Confesso que não lamentei tanto pelo cancelamento de Hit & Miss. Não quando se trata do seu final. Apesar de odiar finais abertos à "interpretação de cada um", a cena que finalizou H&M me pareceu lógica. E, até onde consegui pensar, me parece que a série não precisava de mostrar mais nada porque poderia estragar a perfeição que ela era.

Mesmo assim, e com total consciência de que estou me contradizendo totalmente, ela merece este segundo lugar. Por mais que eu tenha medo de que se ela continuasse tudo poderia ir para o brejo, Hit & Miss era tão boa, tão original, tão surreal, que ela merecia ser renovada. Merecia ser renovada 1000 vezes. Eu nunca tinha visto uma personagem tão complexa e carismática como Mia, envolta numa trama tão complicada e tão absurda. Era tudo muito, mas muito esquisito. H&M foi formada por ingrediente que só resultariam em uma receita errada, mas incrivelmente ela deu certo. E deu certo até demais.

Não é de se surpreender que ela tenha sido cancelada. Geralmente, os britânicos tendem a fazer poucos episódios de suas obras, mesmo que elas sejam fantásticas (vide Sherlock). Se fosse nos EUA, Hit & Miss teria sido renovada imediatamente... entretanto, ironicamente, aí estaria a faca de dois gumes que poderia destruir a mágica que era esta série.

Punhalada no coração dada em: 04 de setembro de 2012.




Agora, amigos, uma pausa antes da primeira posição. Estou tentando me controlar para falar da primeira posição... Nem consigo dizer como fiquei quando descobri sobre o cancelamento da primeira posição...

Me conformei. Afinal, tenho que ser grata pelo final.

Mentira. NÃO ME CONFORMEI. Não quero um final.


1. Fringe (Fox)

Primeiro, me dá licença. Este é meu momento de ser egoísta, este é meu lugar de fazer mimimi. Não quero saber de lógica nem racionalidade, e nem me venha com essa de "se continuasse, pode ser que ficaria desgastada". Esta não é a hora para você falar nesse tom comigo, ok? 

Não sou retardada, não nasci ontem, e entendo perfeitamente que toda série tem que ter um fim. Nem todas nasceram para ser CSIs da vida, algumas nasceram para ser boas. Entre elas, Fringe. Porém, Fringe nasceu para ser mais especial ainda. Não era nem para ela ter passado da primeira temporada, quanto mais ter este final planejado. Quem é fã sabe: saía temporada, entrava temporada, e nós estávamos aqui arrancando os cabelos com medo do cancelamento. Campanha no Twitter, xingamento no Twitter, dedos cruzados,  novenas com o padre Marcelo Rossi, pagamento de promessa em Trindade, greves de fome... usamos todos os artifícios para Fringe sobreviver. E conseguimos!

Conseguimos tanto que a Santa Fox deu um cancelamento digno para uma das melhores produções da atualidade. Não ganhamos nem 2, nem 3, nem 4... mas 13 episódios para finalizar a história. Isto é, sem dúvida, um feito digno de levar o canal à canonização.

Mas não interessa. Não me conformo. Quanto mais dia 18 de janeiro de 2013 vai se aproximando, o coração vai apertando, vou sentindo um nó na garganta. Nunca mais veremos Lincol, nem Charlie, nem Nina, nem Astrid, nem Broyles, nem Walter, nem Peter, nem Bolivia, nem Olivia, nem Gene. Nunca mais, nunca mais, nunca mais. Nunca mais vamos ter um episódio novo com nossos queridos personagens, neste mundo bizarro, fantástico e único que é o de Fringe.

Punhalada no coração dada em: 26 de abril de 2012.

Deixar eu contar pra vocês, em-de-ta-lhes, como foi minha reação ao cancelamento (e provavelmente a de vocês também):

Quando eu li a notícia
do cancelamento...

Fiz de conta que estava
tudo bem...

Tentei com tudo segurar
o desespero...

E pobre de mim que
pensei que era forte...

Agora me diz: como é que se conforma com isso? Posso ter um cérebro funcionando aqui, mas meu coração de seriadora não consegue entender como será um mundo sem Fringe... E eu aposto que o seu também não!


Menção honrosa: 
House, que depois de 7 longos anos, teve seu funeral decretado em 8 de fevereiro de 2012, com uma temporada final planejada.

No lado B deste Top... tem as que se foram e nós agradecemos a Deus por isso:
Alcatraz, The Finder, Terra Nova, Work It, Free Agents, Charlie's Angels, CSI: Miami, The River, ROB, Harry's Law, I Hate my Teenage Daughter, How to be a Gentleman, NYC 22, Good Christian Belles.


E para você? Quais cancelamentos partiram seu coração?
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