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Person of Interest - 2x11 - 2 Pi R

Reese sai de cena, entra a femme fatale ... e Person of Interest ataca de todos os lados.

Reese sai de cena, entra a femme fatale... e Person of Interest ataca de todos os lados.

Quem diria. Quem diria, meus queridos leitores. Quem diria que um dia veríamos Carter não só se voluntariar para pôr a mão no fogo por John, como também para usar seu charme e pele morena em favor dele. Sério, estou estarrecida.

Enquanto via a detetive desfilando sensualidade, arrastando homens e fazendo seu próprio Gentlemen Prefer Brunettes, me lembrava de quando ela perseguia o homem de terno. Depois que ela cansou de persegui-lo e ele se aproximou dela, a barreira da moralidade ficou entre eles. Carter vivia repetindo que nunca agiria fora da lei e que se ela o pegasse fazendo algo de errado, era cadeia na certa. Mas, né, que coração o heroico John Resse e o benévolo Herold Finch não conseguem conquistar?

Nem adiantou Carter pisar o pé muito forte. Hoje ela faz parte da gangue 100%. Aliás, mais do que isso. Vocês viram a morena dando ordens para Finch já com tudo planejado para livrar Reese de Donnelly? Harold nem teve tempo de dizer o que tinha em mente direito. Ela logo foi dizendo que já tinha invadido o banco de dados e deletado digitais, e que iria invadir o laboratório do FBI. Impagável a cara dele depois de ouvir isso. 

O melhor disso tudo nem foi ela dar "boa noite, Cinderela" para um desconhecido, mas sim Donnelly afirmar que confia nela, e apenas nela, após todos esses acontecimentos e após as caras de descontentamento que ela faz vendo John de macacão laranja. Contudo, essa vantagem da confiança veio como presente de grego, uma vez que ele também quer que ela use suas habilidades de interrogação para arrancar a verdade de um de seus suspeitos.

Quando alguém fala "habilidades de interrogação", até soa como se Carter fosse uma expert em tortura. Mas nós nos lembramos bem do 1x09 (Get Carter), cujo flashback nos mostrou que ela segue para o lado psicológico da coisa, num estilo de "fale comigo porque sou sua única amiga em todo o universo". Bom, para Person of Interest, isto é impressionante a ponto de o FBI confiar nela para prosseguir com a investigação.

O fato é que, com isto, ela deverá quebrar, ou fingir quebrar, John. Não vai dar para fingir o interrogatório inteiro que nada dali é verdade. Alguma coisa, eu suponho, ele vai ter que dar para ela para manter as aparências e a credibilidade da atuação. Imagino, cá comigo, que vai ser constrangedor e doloroso. Especialmente porque Reese detesta falar de si e, convenhamos, ele é um homem bastante machucado para passar por esse tipo de situação.

Mas, voltando ao episódio, tivemos pela primeira vez Finch cuidando de um CPF sozinho. Ou melhor, começando sozinho e atazanando Fusco para ajudar o tempo todo. Observem que no começo da temporada foi o contrário, e agora Person faz uma espécia de revezamento. Se continuar assim, cada um do grupo vai passar por um problema e se ausentar, enquanto o resto se vira com os casos. Ou seja, falta um pouco mais de sofrimento para encerrar a primeira rodada.

Falando deste em particular, pudemos conhecer uma versão mais nova de Finch. Além de acompanharmos várias reviravoltas nas atitudes do menino Caleb Phipps (Luke Kleintank), e demorar entender o que ele realmente queria, descobrimos que o passado de Finch é um tesouro sem fim. Gente, o homem foi o responsável por fazer a internet o que ela é hoje, livre leve e solta para a sociedade. Hacker que escapuliu das garras da justiça, hacker admirado pelo seus sucessores, Harold Finch, ou professor Swift, merecia um fã clube, na verdade. Vamos pensando na ideia.

Apesar deste ter sido um caso peculiar, que se relaciona diretamente com a identidade de um dos protagonistas, envolvendo não só o quesito inteligência mas também as decisões e erros da vida, no final do episódio parece que ficou incompleto. Caleb estava traficando na escola e se meteu em encrenca com o "dono daquela área". No horário em que o rapaz deveria aparecer e pagar sua dívida, ele estava no metrô pronto para se matar. Finch o convenceu do contrário, ele deu outra chance para a vida, e no dia seguinte estava de volta na escola. E o traficante? Na última cena em que ele apareceu, ele mandou seus capangas caçarem Phipps. Qual foi a resolução disso?

A parte do professor que finge que rouba a obra do aluno, mas na verdade está tentando ajudá-lo, também ficou meio estranha, meio solta. Sim, no final deu tudo certo porque o professor tinha um bom coração e só queria levar Caleb adiante. Porém, eu até ousaria dizer que -- talvez -- o plot foi desnecessário. Bastava que Finch reconhecesse o valor do código, o que de fato aconteceu, e reconhecesse o nome do programa, o que de fato aconteceu. A questão do dinheiro o episódio podia cobrir com o esquema perfeito de tráfico que o menino aprontou. E estava fechado.

Entretanto, devo reconhecer que "2 Pi R" foi melhor que a maioria exibida nesta segunda temporada. Só de ver Finch tentando chamar a atenção daquele bando de adolescente, dando aula e ensinando sobre a propriedade mágica do círculo, já valeu muita coisa. Não tivemos pancadaria com John, nem mordidas de Bear, mas Carter e Fusco cobriram a falta dos dois muito bem. Fusco e Finch, aliás, é parceria repetida do 1x18 (Identity Crisis). Os dois deram tão certo em cena que POI fez dobradinha (e nós agradecemos).

Me impressionou bastante os números da audiência deste retorno de Person. Mais de 16 milhões de telespectadores, o maior alcance da série, vale um champanhe e um churrasco para comemorar. Vale também lembrar que POI ainda não está em sua melhor forma. Está caminhando para tal, e certamente fez um bom progresso no episódio que marca a metade de sua segunda temporada. Mas falta mais. Só mais um pouquinho para voltarmos ao patamar que Person outrora alcançou.



Observações:

- Na primeira aula de Finch ele deve ter chegado atrasado demais. Ou aquela aula foi a mais curta da Terra.

- E vamos combinar que todo mundo quer um professor de matemática que nem Finch.

- Só eu que achei FÁCIL DEMAIS a invasão de Carter no laboratório do FBI? Sério que o FBI é fácil de passar para trás daquele jeito?

- Sabem aquela folha com os 3.000 primeiros números do Pi que Finch deu para Caleb? Acredite: teve fãs da série que já chegaram aos possíveis números de telefone de Harold. Depois dá uma olhada nesse aqui.

- Depois de Carter falando que já tinha atravessado "a linha" há muito tempo, olha só os exemplos  que MagicbOx mostrou (e a gente aproveita para matar a saudade dos bons tempos):
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