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Dallas - 2x01/02/03 - Battle Lines / Venomous Creatures / Sins of the Father

Sambada é coisa do passado. Dallas estreia agora o sapateado na cara da sociedade.

Sambada é coisa do passado. Dallas estreia agora o sapateado na cara da sociedade.

Gente, sambada é coisa light. Samba é leve, é coisa de gente fraca, é trama de série boboca. Dallas? Ah, Dallas tem um conceito todo novo de como deixar o telespectador de queixo caído. E ela veio pronta para ensinar as outras séries bobinhas como é que se faz.

É tanta coisa, que mal dá para saber onde começar. Primeiro, gostaria de perguntar: cadê a barriga de grávida da Rebecca? Tipo, pra quem tem dois bebês no bucho, com um mês ou mais de gravidez já dá para ver alguma coisa, não dá? Mas Dallas gosta é de mulher esbelta. Que se dane a lógica da biologia.

E vê-la fazendo par com John Ross foi tudo de bom. Nem vamos ligar muito para o fato de que os dois PRECISAM de ir pra cama se são parceiros de maldade. Todo mundo sabe que em Dallas não há parceria sem sexo. Mas eu disse que foi tudo de bom porque ela faz de tudo para ficar no controle. Dita regras, fala que os dois só farão as coisas nos termos dela e blá blá blá. Só que, no final, John Ross, com aquela cara de cachorro safado, consegue o que quer e mais um pouco. A mulher está caindo no golpe da sedução que ela mesma aplicou...

Sem contar que, quando ela fala que cuidará de algo, este algo sai do controle logo em seguida. E Rebecca deve isto a ninguém mais ninguém menos que Christopher. O ex está pra lá de irritado depois de descobrir que a esposa é filha de Cliff Barnes e passou ele para trás para ter um pedaço das Ewing Energia.

Cá entre nós, a carinha de ciúme que Rebecca faz quando vê o ódio do marido e a agarração dele com Elena, entrega que ela está nessa bagunça por amor. Quer dizer, amor entre aspas BEM GRANDES. Ela aplicou um golpe no homem, mentiu para ele de todas as formas impossíveis, separou ele de seu grande amor, e agora ela se acha no direito de ficar ofendida. De se sentir rejeitada, magoada, traída. Isso, claro, só tem sentido no universo de Dallas, onde o sapateado na cara da sociedade reina absoluto.

O mesmo se aplica a John Ross. Ele insiste em dizer que Elena-magrela "maltratou" seu coração e mimimi. Mas ele estava pronta para se casar com ele até descobrir sobre suas mentiras lavadas. Se alguém tinha que estar de coração quebrado, e eu nem acredito que vou dizer isto, era Elena. Elena Magrela Ramos.

E já que estamos falando sobre ela, vamos até o fim. Eu não consigo entender como é que pode ser NORMAL este revezamento que ela faz. Se está de mal com Chris, pega John. Se está de mal com John, pega Chris. E todo mundo ao redor age como se isto fosse a coisa mais normal do mundo. Ora John está dormindo na casa dela, ora ela está dormindo na casa dos Ewing...

E as implicações do revezamento são quase infinitas. Os primos já não certo entre si, e quando passamos a considerar esta mulher fatal que os dois tanto amam, as coisas pioram mesmo. E ela sabe disso. E não está nem aí. Da próxima vez que Christopher decepcioná-la, ela vai correndo para os braços de John. Simples assim.

Aliás, o plano do jovem Ross para se vingar da amada é um tanto ousado, né. Ele está usando a própria mãe -- que acabou de levar um belo tombo do destino -- para destruir Elena financeiramente e usar essa destruição para ser o sócio majoritário da empresa. O engraçado é que, enquanto isso, seu pai age no caminho inverso de seu plano com Rebecca, e faz aliança com o puddle Frank, praticamente armando uma bomba nuclear no meio da família.

Está sendo bom demais de ver pai e filho indo em caminhos opostos. Isso está acontecendo porque John Ross é um inconsequente e um inexperiente. Como seu pai já disse, ele tem experiência em expulsar as "Pamelas" da família, e é claro que a experiência com a titia Pam não foi nada boa.

John está trazendo para o seio de sua família a princesa da família inimiga, e tudo isso em nome da vingança. A gente já sabe... vai ser igual na temporada passada. Ele faz as sujeiras, e quando a coisa pega fogo ele não dá conta de apagar. Daí, se junta ao resto da família com aquela cara de cachorro safado pra tentar arrumar seus estúpidos erros.

Estúpidos erros, aliás, parece que são passados geneticamente. Vocês viram a cena de J.R. aprendendo a "hackear" para apagar o que seu irmão tem contra ele? E, já que tocamos neste nome, viram também a cena dele falando para Frank que ele é J.R. e pode fazer um corpo aparecer no meio de uma igreja, sem ninguém saber de nada? Vai ser bom em sapateado assim lá na China, viu.

Agora, rufem os tambores, vamos para o assunto principal da temporada: a filha sequestrada-não-sequestrada de Ann. Gente do céu! Esse mundo de reviravolta deixa qualquer Carminha no chinelo!

Depois de vermos a mulher quase se afogar em lágrimas no final da primeira temporada e início da segunda, eis que Harris dá o endereço da filha dela em troca da fita que o incriminava (sim, aquela que ela gravou e mostrou os peitos para falar que tinha gravado...). Daí, como não podia deixar de ser, quando ela encontra a filha, branca, loira, culta e perfeita, a menina vira e fala: te odeio, não quero ver essa cara de choro perto do meu pé de ouro.

Como assim? É. Harris e a mamãe, que já mostra ser a nova encarnação da Bruxa do 71 do cabelo ao dedão do pé, pegaram a menina para criá-la longe da mãe. A desculpa é porque Ann era uma drogada (olha o passado que condena aí, gente), o que, aparentemente, convenceu totalmente a jovem Emma Brown. Todavia, vamos combinar que esta garota é muito (muito, muito, muito) burra. Com toda a educação e grã-finitude européia que ela tem, ela ainda assume que o que seu pai e sua avó falam é verdade absoluta. Nem passa pela cabecinha dela a ideia de averiguar os fatos por conta própria... Vai entender.

Mas, como eu disse no começo, Dallas não dá sambada, dá sapateado. Se fosse uma série normal, Ann continuaria rodeando a filha com seus olhos lacrimejantes, tentando convencê-la a lhe dar uma chance. Só que não. Dallas não é uma série ordinária. Muito insatisfeita por ver sua cria rejeitá-la com tanta veemência, e vendo que nada mais poderia ser feito, a louca vai lá e dá um tiro no ex-marido. Pá pum.

Só por um minuto, vamos refletir. O que mesmo ela acha que Emma vai pensar depois disso? "Ah não, minha mãe me ama mesmo pra atirar no meu pai. Vou abrir meu coração para ela agora"? Começo a achar que Ann nunca deve ter parado com as drogas.

Indo para um plot mais "normal", ou pelo menos mais corriqueiro em Dallas, a irmã de Tommy está zanzando lindamente entre as loucuras da família Ewing. Ora ela dança no ritmo de Rebecca, ora ela dança no ritmo de Chris. Burra? Burra seria elogio. Tudo bem que ela estava envolvida com a bagunça desde o início, mas, vendo que seu irmão sumiu da face da Terra enquanto era parceiro de Rebecca Barnes, alguma desconfiança ela tinha que tirar daí.

Mas não. Rebecca Sutter jura que pode brincar de pique-pega com Rebecca Barnes e sai exigindo mais dinheiro, mesmo depois de ver o tom de ameaça com que seu irmão foi tratado -- logo antes de sumir. Agora, não acho que Frank mandou a menina para o mundo do além, já que ele está doido para se livrar da filha mimada do patrão. Não podemos nos esquecer de que foi ele quem mandou o "celular do Tommy" para Christopher na tentativa de "ajudar" o príncipe Ewing. Frank-puddle também manda bem no sapateado.

Tenho que terminar esta review citando três coisas: 1) o irmão de Elena voltou e já prometeu que vai botar pra quebrar sapatear (como se em Dallas já não tivesse sobrando personagem para isso), e 2) como John Ross está bonito! Vejam, não foi só eu que notei isso. Dallas também notou. Tanto é que a primeira imagem do 2x01 é quem? Johnzinho Lindo Ross. Pois o homem começou a segunda temporada dando o golpe-da-cama na menina, usando a fraqueza dela para chantagear o pai a assinar com a Ewing Energia. É muita lindeza para pouco olho multi colorido, meu Deus.

A terceira coisa que não podemos esquecer é a morte do ator Larry Hagman, que faz o J.R. A saída dele, óbvio, não estava nos planos da TNT, porém agora o canal terá que se adaptar. Ao meu ver, vai ficar para John Ross o papel de vilão-mor, mais ou menos como estamos vendo agora. No momento, ele está na secunda posição, fazendo maldades meramente inofensivas. Todavia, com a saída de seu pai do cenário, acredito que caberá a ele fazer a família Ewing ferver. E eu não duvido que ele consiga.


Observações:

- Duvido dê-ó-dó que Chris consiga a anulação. Esse trem vai dar em divórcio porque Dallas ama sapatear na nossa cara. E Elena pode sentar lá com esses planos de casamento dela. Seu sonho não vai se realizar tão cedo, queridinha.

- Essa ideia de John de darem ações para Elena e se tornarem sócios igualitárias quase mereceu aplauso... não fossem suas verdadeiras intenções.

- Vejam que Bob e Sue Ellen já precisaram da ajuda do bad boy J.R. E só estamos no 2x03.

- Fiquei com dó de Sue Ellen. E tirei o chapéu para ela ao vê-la admitir que faria tudo de novo pelo filho.

- Christopher usando a secretária para espiar John Ross... enquanto John Ross tem um detetive particular na discagem rápida. Vamos gargalhar juntos?

- O que que foi esse diálogo?

Bob: The minute Harris is in prison... I'm coming for you.
Bruxa do 71: Oh, dear... that's so sweet... But you're not my type.

Olha Dallas querendo confundir nossas cabecinhas poluídas.

- John Ross em: Missão Cumprida:
- E como não pode faltar GIF para a sambada, ops, para o sapateado da década, lá vai:
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