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Nikita - 3x12/13 - With Fire/ Reunion

Sou muito pior do que todas vocês putas juntas. EVIL, Amanda.

Sou muito pior do que todas vocês putas juntas.
EVIL, Amanda.

Vamos combinar que “With Fire” foi bom e “Reunion” foi melhor ainda, certo? E vamos combinar também que devia ser proibido por lei um episódio terminar como “Reunion” terminou, correto?

Eu não sei se é impressão minha, mas Nikita está danada para jogar sambadas na nossa cara. Quer dizer, a série sempre apelou bastante para os plots twist, mas parece que agora nem um momento de tranquilidade pode ser apenas um momento de tranquilidade. Para vocês terem uma ideia, estava eu lendo uma entrevista do Craig Puto Silverstein, e o homem teve a pachorra de dizer que a cena final do 3×12 foi modificada por ele mesmo para não ter totalmente feliz. Juan Carlos Coto (roteirista) escreveu a sequencia inocentemente, colocando Mike e Nikita fazendo planos de amor eterno. Daí, Craig falou:

- Não, Carlinhos. O que é isso? O que é essa cena mamão-com-açúcar? Vamos tentar causar AVC nos fãs da série porque felicidade é coisa de série boboca. Coloca aí uma singela gotinha de sangue em cima do plano de casamento e vamos detonar com as esperanças desse povo sofredor.

E assim foi. Aquela gotinha de sangue significou tanto… Significou que Nikita, apesar das intenções genuínas, pode se perder – e ela já reconhece isto. Significou também que este casamento pode ir por água abaixo e ser mais um exemplo das palavras de Ari: “Não existe para sempre neste ramo.” Significou tanto, significou apenas que tudo pode dar errado. E, bem, aí veio o “Reunion” para provar que o que está pior… tem sempre como ficar pior ainda. Mas antes de chegarmos nele, vamos conversar mais um pouco sobre o 3×12.

Nem acredito que direi isso, mas, confesso que achei estranho a ligação que Michael e Nikita mostraram neste episódio. Da última vez que os vimos ter alguma interação, Mike ainda estava bravo por causa da mão, e não sabia lidar com sua nova condição e Nikita ao mesmo tempo. Ele nem sequer estava dormindo na mesma cama que ela, e toda vez que Nikitinha tentava uma aproximação, ele fazia questão de fazê-la chorar.

Já em “With Fire”, vimos Mike contendo Nikki na hora do “interrogatório” com Ari. Ali ele demonstrava uma sintonia e uma importância com Nikita que não demonstrava há algum tempo. O que aconteceu? Perdemos alguma coisa neste intervalo? E na hora que ele afirmou que ela seria a razão de ele resistir a uma sessão de tortura… de onde saiu esta DECLARAÇÃO DE AMOR?

Parece mesmo que a série pulou alguma parte, ou então os dois pombinhos estão na fase da negação absoluta. Ainda por cima, Michael termina o episódio pedindo pra marcar data de casamento… com a mulher com quem ele se recusa a dividir a cama. Algo tem que ser revisto aí.

Uma coisa boa do 3×12 foi a interação de Alex com Owen e a posterior revelação do significado da tatuagem de borboleta. Contudo, fico olhando Owen no meio de todo mundo e pensando que ele está meio que… sobrando. Tem o plot da identidade dele e Michael se aproveitando da situação pra mantê-lo mais distante, mas, mesmo assim, qual é a função de Owen na série? Qual o rumo dele? Qual a importância do personagem? Entre flertes com Nikita e momentos de ternura com Alex, parece que falta um personagem para se encaixar melhor com ele. Não necessariamente um par romântico, mas alguém que tenha mais a ver com Owen. Espero que com o desenvolvimento de sua memória tenhamos este complemento.

Sobre o que Ari disse em relação à mudança de Amanda, foi compreensivo e estranho ao mesmo tempo. Dizer que ela mudou e virou esse monstro porque Nikita não a matou até faz sentido, já que, aparentemente, Nikita é a nêmeses de Amanda, é a filha rebelde que ela insiste em domar. Mas também não é para tanto. Até aqui, eu achava que esta revolta de Amanda era por causa da perda do poder, e também do fato de que quem tirou tudo isto dela tem tudo o que ela não consegue ter.

Porém, pudemos ouvir da própria Amanda a razão “inicial” de sua monstruosidade (no3x13). Não foi só Nikitinha que penou enquanto crescia. Amandita também tem seus daddy issues. Que coisa, não? Esta fala dela indica que logo saberemos mais sobre a origem de seu coração de pedra, mais ou menos no estilo da Evil Queen de Once Upon a  Time.

Se alguém aqui acompanha OUAT, dá para lembrar que Regina, inicialmente a fonte de toda a maldade, foi justificada e se tornou humana quando a série revelou a criação infernal que sua mãe lhe deu. Penso que esta mesma humanização pode acontecer com Amanda em Nikita. A grande vilã terá então uma chance de redenção.

Sobre Krieg, o protetor que Ari contratou para Stefan, está aí um personagem que poderia aparecer mais. Mas, além isso, que legal foi ver um adolescente que não é o cúmulo da chatice numa série, não foi? Quer dizer, Stefan fez o que gente da idade dele sempre faz: dar trabalho. Tirando o fato de ele reclamar de Krieg cobrar para trabalhar (olha só!), de ser a causa de Amanda encontrá-los, e sair correndo quando alguém lhe disse especificamente para ficar parado, ele foi legal. E ficou mais legal ainda quando descobrimos que o garoto é tão diferente do pai.

Porém Krieg surgiu na série para evidenciar, mais uma vez, a relação de Nikki com Alex. É só observar no final quando ele e Nikita se olham cheios de amores por seus protegidos. A relação mestre-aprendiz também foi frisada na conversa de Amanda com sua filha rebelde, e até lá Nikki citou que Amanda não a “fez” assim como ela não “fez” Alex. Em seguida, na cena que Udinov fala que chamar a polícia para o tiroteio foi algo que ela aprendeu com a “melhor”, ao que sua mestra responde com aquele sorrisão de orgulho.

O que quero dizer lembrando estes momentos é que, se no 3×12 vimos o quanto Nikita pode ser parecida com Amanda, no 3×12 vimos que Alex se parece com ela até nos pequenos detalhes. Será que Amanda está certa quando diz que quem ensina “cria” quem aprende?
Todavia, minha maior preocupação nem é esta. Das coisas que ela falou, a frase “E como tudo mais o que você ama, ela ficará contra você” foi a que ecoou mais alto. Porque, pensem comigo: o que Amanda fará enquanto tem a posse de Alex? Torturar (fisicamente)? Não faria sentido. Vale ressaltar que a ruiva é especialista em usar a psicologia para perverter mentes, e acredito que é isto o que ela vai tentar com a jovem Udinov.

Só digo uma coisa: tenho muito medo da Alex que vai voltar para a Division depois de libertada. Pode ser bobeira minha. Mas pode ser que eu tenha o azar de estar certa também.

Observações:

- E Michael tomando conta do pedaço enquanto Ryan estava ausente? Tirando o fato de ele ter razão ao brigar com Owen por Nikita ficar em perigo por “culpa” dele, que versão mandona, hein?

- Ryan “arrecadando fundo” para a Division. Medo.

- Estou adorando ver Amandita sem mão-de-obra adequada para fazer suas maldades. Parece um general de guerra querendo derrotar um milhão de soldados sozinho.

- Viram uma aliança dourada na mão direita de Alex (3×13)? Gente, a coisa já está séria assim?

- Sean mal entrou para a Division e já está entediado, enchendo o saco de Alex. Pode tratar de se acalmar, rapaizinho.

- Amanda mandou Ari levar o filho para o jogo no dia que Nikita deveria matá-lo. Típico.

- E a cena de Nikki e Alex ligando para os hotéis para encontrar Krieg e Stefan? Que delícia de cena!

- E o prêmio de melhor quote vai para:
Alex: Eu gosto disto. Só nós duas em um local velho e abandonado… Parece os velhos tempos.
Nikitinha: Não é? Sem garotos para resgatar. [...] Bem, talvez haja um.
Alex: Sempre tem um.
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