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Nikita - 3x15 - Inevitability

Alex acha que poder ser Nikita… Mas falta comer muito arroz e feijão ainda, querida.

Alex acha que poder ser Nikita… Mas falta comer muito arroz e feijão ainda, querida.

Eu ri. E ri muito quando Alex disse ser a nova Nikita. Por favor, né. E não é porque eu adoro Nikita que vejo as coisas assim. É porque impetuosidade não é a única coisa que permitiu Nikki sobreviver até aqui. O fator principal foi, sobretudo, a inteligência.

A inteligência. A perspicácia. A astúcia. Alex, depois do empurrão de Amanda, e de negar que esta seja a causa de sua atual rebeldia, saiu achando que sabia de tudo e podia resolver tudo. Olha, certa ela estava. Mas saber o que é certo e como fazer o certo são coisas bem diferentes.

Nikita, Ryan, Mike e Birk realmente tinham perdido o sentido da coisa. Cada um com seus motivos, mas tinham perdido o rumo mesmo. O propósito inicial, limpar e fechar a Division, nem era tópico de conversa mais. Pouco importa se Danforth os trapaceou. Este é o grupo que JAMAIS deveria defender a Division. E ponto.

Quanto à forma como as coisas se resolveram, não dá para dizer que Nikita foi completamente certa nem que Alex foi completamente errada. Ambas tiveram seus (muitos) momentos de insanidade.

Quando Alexandra estava “contando a verdade”, por exemplo, Nikitinha queria ir lá e resolver tudo na porrada, como se em algum universo isso fosse dar algum resultado positivo. Udinov, por sua vez, tinha a ideia, mas não tinha a solução. E lá estava a moça querendo fazer todo mundo assinar o atestado de óbito de uma vez. Suicídio em conjunto.

O bom foi vê-la argumentar contra Nikita. É simples, né galera? Vamos ali matar um membro do alto escalão do nosso próprio governo e sair para a vida, afinal não teremos todos os exércitos do planeta colados no nosso rabo. Limpo, prático e rápido.

Ainda bem que Nikitinha voltou à razão a tempo de parar a palhaçada, e aqui devemos um agradecimento ao discurso “volta para a realidade” de Michael, que foi o único da zona toda que soube reconhecer as artimanhas de Amanda. Aliás, estranho isso. Cadê a capacidade de Ryan de super analisar as coisas?

Pois então. Já que tocamos no nome do santo, não custa falar sobre o milagre. Que trapalhada, hein Ryan! Meteu os pés pelas mãos genialmente. Alexandra, mais uma vez, estava certa. Com a trapaça de Danforth, foi a segunda vez que Fletcher errou no seu posto de comandante da Division, e olha que ele está sempre se espelhando no império do mal (mas inteligente) de Percy. O que aconteceu com o homem?

Engraçado que neste episódio ele ficou deslocado, meio que deixando o resto consertar seus erros. Esta certamente não é a função dele aqui. Alguém dê um choque nele para ver se o cérebro volta a funcionar corretamente.

Agora preciso falar de Amanda. Gente, como não rir na cena dela ouvindo a conversa de Danforth e Fletcher, e logo em seguida pensando em como poderia estragar tudo? Ela só foi lá, deu uma pesquisadinha nas internets, viu que a festa seria em Paris, e ligou para seu contato-do-mal de Paris. A bruxa fica só no canto esperando o que vai poder aprontar…

E nisso a entrada de Zoe na história, com a estratégia de expor a Division, desestabilizou um pouco. Mas logo tudo se reequilibrou quando a própria bruxa jogou sua “amiga” no meio do fogo cruzado. Dessa vez Amanda ou perdeu por falta de ideia, ou não deu muita importância mesmo. Ela deveria estar querendo só brincar um pouquinho de maldade.

Voltando um pouco ao começo, lembram da cena do 3×13, Reunion, onde Nikki tem a ideia de causar o incêndio para que resgatassem ela e Amanda? Pois é. É disso que estou falando, é esta inteligência que falta para Alex. Saber um truque ou outro (tudo aprendido com a mestra) nunca será o suficiente para ela bater de frente com seu exemplo maior. Tudo o que ela pensar em fazer, tudo o que ela pensar em ser, Nikita já fez e já é.

O final de “Inevitability” deu a impressão que a fase de loucura de Udinov passou, visto que ela e Nikitinha terminaram lutando lado a lado. Mas, duvido. Ela está insatisfeita e não sabe com o quê. Ela fala que não é sobre ela e Nikki, e até concordo com isso. A verdade é que falta à Alexandra Udinov um propósito. Quem é ela? O que ela quer? Para onde ela vai?

Ser discípula da mulher que a salvou podia ser suficiente antes, no entanto não é mais. Ficar discutindo com Nikita pode até trazer alguma coisa boa, como o fato de a Division ter voltado aos eixos, porém, para a própria Alex, o que houve de bom?

Sendo assim, estou vendo um impasse no enredo de Nikita. Como já disse antes, venho sendo surpreendida sempre e sei que serei agora também, já que a série (certamente) não terminará fazendo de tudo um velório e colocando as protagonistas como eternas rivais. A meu ver, um resultado desse não faria sentido. Entretanto, me pergunto: como farão para unir novamente os propósitos de Nikita e Alex? O que será necessário acontecer para que as duas tenham algo em comum?

Terminarei este texto com uma das melhores falar de Nikidiva:

Eu tenho a arma agora e eu escolho quando e se quero usá-la.

GENTE! Quando é que imaginávamos ouvir tal ousadia de dona Nikitinha? Segurem-se, pessoas. O mundo realmente dá voltas!

Observações:

- Doeu na alma ouvir Owen dizendo para Niki que nunca esperava ouvir uma ordem de morte dela. Doeu nela e doeu aqui também. Ê Nikita!

- Então tá que de novo as Black Boxes vão salvar o traseiro da Division. E desta vez com Nikita sendo refém delas… Que cruel você é, destino.

- Vamos contar até quanto para Danforth se juntar com Amandita? Ela já ligou pra ele e mostrou todo seu interesse. Primeiro passo está dado.

- Que presidente mais sonsa é essa, hein? Ela não é capaz de perceber nada se seu “conselheiro” não “indicar”? Sai desse escritório aí então e deixa Danforth mandar em tudo de uma vez, uai.

- Só eu que achei muito fácil o jeito que Alex e Birk acharam as instalações super secretas de Danforth? Que isso. Se não fosse para ser segredo ele ia se esconder aonde?

- E o que era aquilo de Sonya cobrando honestidade do namorado? Querida, por favor, você sempre foi 100% honesta com ele, né.

- Senti uma vibe de Ryan Murphy com esse “Inevitability”.

- Para fechar com chave de ouro, Birkhoff (para Alex), senhores e senhoras:

Você precisa me contar o que houve na Ossétia do Sul. Desde que voltou, você age do tipo “Eu sou a Alex, escute-me rosnar”.
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