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As 10 piores estreias de 2013

Não é com nenhum prazer, mas lá vamos nós listar as piores estreias de 2013 . Para estar aqui, o requisito é ter exibido o piloto neste...


Não é com nenhum prazer, mas lá vamos nós listar as piores estreias de 2013. Para estar aqui, o requisito é ter exibido o piloto neste ano e ter sido um flop.

10. The Goodwin Games (Fox)

Estreia: 20.05.2013 | Criada por Carter Bays, Chris Harris, Craig Thomas | Texto por Arlane Gonçalves


The Goodwim Games: três irmãos competem entre si em jogos definidos pelo pai (defunto) para poder receber a herança deste. Para ISSO, a Fox conseguiu atores como: Scott Foley (Scandal, Felicity) e Beau Bridges (já ganhou 3 Emmys, 2 Globos de Ouro, 1 Grammy). Agora, caro leitor, as perguntas que não querem calar: como pensaram que uma premissa dessa daria numa boa série? Como conseguiram atores desse nível para atuar numa série de "brincadeira"?

P.S.: Beau Bridges não tem dó de si mesmo e não se poupa de péssimas escolhas. Não bastasse The Goodwim Games, ele está em outra pérola desta Fall (como um dos principais, ao lado do pé frio Will Arnett): The Millers.

9. Deception (NBC), 1600 Penn (NBC), Do No Harm (NBC), Zero Hour (ABC), Family Tools (ABC), Lucky 7 (ABC), Back in the Game (ABC), Welcome To The Family (NBC), Sean Saves The World (NBC), Cult (CW)

Uma imagem vale mais que mil palavras
A novelona Deception nem chegou a ser decepção, porque só de ler a premissa e ver o trailer já dava para saber que era flop1600 Penn foi uma comédia-lixo que não deu certo, graças a Deus. De comédia-lixo a TV já está tendo overdose. Do No Harm até tinha uma premissa interessante, mas não deu conta do recado na hora de fazer uma execução decente. Zero Hour, a grande "conspiração", tinha que estar em um canal fechado e ser feita por gente MUITO foda pra dar certo. Não foi o caso. Family Tools parecia mais idealizada por uma criança de 10 anos. Lucky 7 foi uma verdadeira piada. Ela era daquelas ideias que a gente tem no banheiro e que ficam por lá mesmo. Nunca deveria ter saído do papel.

Back in the Game conseguiu ser totalmente sem graça e sem futuro em cada minuto. Fiquei com dó da fofa Maggie Lawson, que conheci espalhando fofura em Psych, e de James Caan, que é um ator de grande estirpe. Welcome To The Family tinha uma probabilidade muito pequena de dar certo, mas tinha. Contudo, ela optou por ser uma comédia-lixo, de piadas tipo "pavê-pacomê" e, graças ao bom senso (tardio) da NBC, foi cancelada. Sean Saves The World, a nova série de Sean Hayes (Will & Grace), era uma das minhas apostas da Fall, mas sorte minha que não apostei dinheiro com ninguém. A premissa dela é legal, mas a série é tão gostosa quanto chuchu.

Cult, à primeira vista, não era de assustar ninguém. A premissa parecia ser boa: um jornalista blogueiro e a produtora de uma série chamada "Cult" começavam a investigar os fãs da atração pela suspeita de eles estarem recriando os crimes vistos no programa. Mas só a premissa era boa. O resto era ridículo de tão ruim e exagerado. Lamento muito por Matthew Davis, que largou seu não tão importante Alaric de The Vampire Diares por algo infinitamente pior. Se arrependimento matasse...

P.S.: Pelo visto, a NBC e a ABC devem ter apostado quem faria mais merda em 2013.

8. Betrayal (ABC)

Estreia: 29.09.2013 | Criada por Robert Kievit, Frank Ketelaar, David Zabel | Texto por Marco Aurélio


A ABC é conhecida por produzir séries de apelo ao público feminino e novelões pegajosos. Mas, com Betrayal, a emissora atinge um novo nível. Um novo conceito da palavra "clichê"; a partir de agora temos um novo sinônimo para o termo. É tão absurdo por parte da emissora acreditar que alguém engoliria tantas situações forçadas, tantas frescuras, tantas "coincidências do destino".

Impossível não rir da tentativa de tornar a trama atraente empregando recursos como o flashforward e mistérios do tipo "quem-atirou-no-fulano", plagiados das novelas da Globo. Os protagonistas são tão insossos que se fossem substituídos por duas tábuas até torceria pela felicidade do casal. No entanto, o principal inconveniente a longo prazo é o roteiro raso e as tramas manjadas.

Porque os roteiristas são sábios e apreciam a ironia da vida, então eles pensaram: “vamos estender essa rivalidade de marido e amante para a vida profissional?”. Palmas. Coisa de gênio. Betrayal é uma série tão previsível e limitada que se poderia adivinhar os próximos passos, isto é, se não tivesse sido (merecidamente) cancelada, claro.

7. Ironside (NBC)

Estreia: 14.09.2013 | Desenvolvida por Michael Caleo | Texto por Arlane Gonçalves


Fui assistir Ironside com a ideia de que veria um procedural policial. Mais um procedural policial para habitar o mar de procedurais policiais da TV. Mas como eu estava enganada. Ironside era uma coisa ruim simulada de série, simplesmente uma das piores realizações dos últimos anos.

Tentando entrar na onda da diversidade, alguém provavelmente pensou que, colocando um protagonista negro e cadeirante, mais as usuais características de todo anti-herói televisivo (veja que aí ele quis se assemelhar a House, por exemplo), ele atingiria a parcela do público interessada em ver algo "inclusivo". Só que isso não tem nada a ver. Ou talvez até contaria como "ponto positivo", nesse atual mundo cheio de politicamente corretos, se algo na série prestasse.

Mas o fato é que nada colou. Nem o "lado de ferro" do policial super inteligente e não limitado pelas agruras da vida, nem o cenário composto pelos outros personagens ao redor dele. Ficou tudo tão forçado, tão ridículo e tão desgastado, que não duvido que houve casos de sangramento de olhos para quem passou do piloto.

P.S.: Esta série é um remake de outra homônima de 1960. A original teve 8 temporadas e 199 episódios! Alguém sabe explicar o paradoxo?

6. Ravenswood (ABC Family)

Estreia: 22.10.2013 | Criada por Marlene King, Oliver Goldstick | Texto por Marco Aurélio


Atualmente, para uma série ser verdadeiramente ruim, ela tem que querer. Porque existem vários exemplos de produções que são ruins, mas que, por alguma razão sobrenatural, são simpáticas e acabam nos prendendo (o famoso guilty pleasure). Porém, existem outras que são detestáveis em todos os aspectos. Incluída nesta categoria está aquela que foi vendida como um spin-off de Pretty Little Liars.

Ravenswood consegue a proeza de se juntar à seleta lista dos piores pilotos que tive a oportunidade de assistir por fracassar até no que se propõe e ofender a inteligência dos espectadores. Então, por ser adolescente, devemos relevar? Não, de maneira alguma. Ela insulta até o intelecto de uma criança. Para começar, os produtores julgaram que seria suficiente criar uma storyline baseada nas peripécias de dois personagens que se conheceram num ônibus, viraram melhores amigos e foram perseguir um “mistério”.

E não são personagens bons. São completamente irrelevantes e sem personalidade, fabricados por péssimas atuações. Parece que todo o elenco veio congelado, pois ninguém consegue se expressar. Cada tentativa de ser sombria ou assustadora não é engraçado, é lamentável. Sinto pena, de verdade. Ravenswood não tem simpatia e parece não ter roteiro. As falas são uma mais dispensáveis que as outras e se fossem improvisadas acredito que seriam melhores. É um grande vazio cheio de personagens que mais parecem fantasmas caindo nos cenários e diálogos mais irrelevantes e entediantes. Se isso melhorou? Não sei, e nem quero saber.

5. Under the Dome (CBS)

Estreia: 24.06.2013 | Desenvolvida por Brian K. Vaughan | Texto por Gabriela Cerutti Zimmermann


Baseada na obra homônima de Stephen King, produzida por Steven Spielberg, e com Dean Norris (Breaking Bad) como vilão, a série tinha tudo pra ser um grande sucesso. Certo? Tinha, mas não convenceu. Under the Dome podia ser uma série com mistérios de fazer os telespectadores arrancarem os cabelos, mas só conseguiu fornecer grandes doses semanais de puro tédio. O roteiro segue um ritmo pra lá de inconstante, e as atuações são terrivelmente sofríveis.

O começo foi bastante empolgante, admito. Isso me faz pensar que se tivessem seguido a proposta original de fazer uma minissérie teria dado mais certo, porém tenho minhas duvidas quanto a isso. A verdade é que deu audiência, e quando as emissoras podem ganhar dinheiro com algo elas simplesmente continuam. Assisti toda a 1ª temporada, mas estou pensando seriamente se vejo ou não a 2ª. Dizem que o livro é infinitas vezes melhor, então provavelmente vou largar a adaptação e seguir para o original.

4. Hostages (CBS)

Estreia: 23.09.2013 | Desenvolvida por Alon Aranya, Jeffrey Nachmanoff | Texto por Arlane Gonçalves


A ideia de Hostages não é original, nem tampouco ruim. Se usada para um filme, por exemplo, poderíamos ter cerca de 100 minutos de uma boa história com ápices de suspense e perigo. Mas esse não é o caso. A CBS resolveu que o caso de uma família feita refém para que a mãe médica mate o presidente dos EUA na mesa de cirurgia, era algo viável. E é claro que não deu certo.

O problema da "durabilidade" da trama foi contornado quando o canal anunciou que Hostages era uma "série limitada", dando a entender que a intenção era fazer só uma temporada mesmo. Porém nem isso impede que os roteiristas dancem o samba da crioulo novelista. Não basta o monte de situações absurdas e a enrolação de 1 temporada para fazer uma cirurgia (ou seja, a desculpa perfeita para manter os bandidos dentro da casa das vítimas), eis que o sequestrador se apaixona pela protagonista. Previsível? Idiota? Imagina. Difícil mesmo é entender o que Toni Collette (ganhadora de Emmy e Globo de Ouro) está fazendo no meio dessa naba.

3. Dads (Fox)

Estreia: 20.05.2013 | Criada por Alec Sulkin, Wellesley Wild | Texto por Arlane Gonçalves


Depois de Family Guy e Ted, grande sucesso no cinema, chegou a vez de Seth MacFarlane fazer sua série live-action. Então ele entrou no barco de Dads para ser o produtor executivo, e o pobre homem mal sabia, ou devia estar muito bêbado na hora, que seria vítima de um dos maiores naufrágios do ano. Dads é insonsa, horrorosa. Tem uma trama completamente desinteressante, se é que pode ser chamada de trama. Além disso, ela ainda atingiu com sucesso o mérito de ser completamente sem graça. Se tivesse um Framboesa de Ouro para televisão, o de pior comédia do ano seria dela.

O engraçado é que (e isto é a única coisa engraçada sobre ela), além de Seth, a estreia ainda conta com nomes de peso no elenco. Como podem ter aceitado fazer personagens tão grosseiros e rasos? O que eu não entendo é como MacFarlane, um cara tão visionário no universo cômico, pode achar que Dads tinha futuro. Ou que era uma série boa. Ou que era algo que valia levar seu nome e a fonte do logo de Ted...

Se algo vai ficar de bom desse desastre todo, é que todos os envolvidos certamente aprenderam como é que NÃO se faz uma série. E, para Seth MacFarlane, fica a lição de observar melhor o que ele vai escolher para colocar sua marca futuramente. Para não se submeter novamente a tanta vergonha.

2. Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. (ABC)

Estreia: 24.09.2013 | Criada por Joss Whedon, Jed Whedon, Maurissa Tancharoen | Texto por Arlane Gonçalves


Pensa numa série que criou expectativas. SHIELD, antes de estrear, foi eleita a série mais promissora da Fall Season de 2013 pelos críticos americanos. Então, não era só eu e você que estávamos aguardando o mundo da Marvel invadir as telinhas. Tinha gente de grande credibilidade e estirpe, com carreira no mundo das séries, achando que SHIELD seria tudo de bom. Mas foi uma bomba.

Tudo o que podia fazer errado, Joss Whedon fez. E não sei por quê. Experiência (e muita experiência) com TV ele tem, experiência com o universo Marvel também. Porém o homem decidiu que podia entregar a série a um elenco juvenil, com tramas bobas e plots lotados de clichês. De personagens desabafando o tempo todo sobre seus passados sofríveis, a romances de nível de contos de fada, SHIELD tem. É uma chuva de horrores. Parece uma série feita por novatos.

Foi uma grande decepção. Amo histórias de super heróis e esperava honestamente que a S.H.I.E.L.D. fosse brilhar na TV, finalmente. Sei que a série se baseia em agentes sem super poderes, mas isso nunca foi o problema. O problema é que ela é ruim de verdade, podendo ser vista praticamente como uma “Malhação de ação”. É uma pena. Se não foi nesse momento tão propício que ela deu certo, não acredito que haverá outro momento e outra oportunidade para algo do gênero, na TV, funcionar.

1. The Following (Fox)

Estreia: 21.01.2013 | Criada por Kevin Williamson | Texto por Arlane Gonçalves e Marco Aurélio


Você já imaginou se o mundo fosse burro como em The Following? Já imaginou se a polícia fosse tão burra como o FBI de The Following? Já imaginou se as pessoas ao seu redor fossem burras como são em The Following? Confesse. Seria um inferno.

O pior é que TF tinha tudo para ser bem sucedida. Um ator famoso no mundo do Cinema disposto a jogar sua carreira pela janela aceitando o papel, um showrunner com ótima capacidade criativa e com experiência, e uma emissora que costuma acolher bons projetos. E podemos dizer que, durante um curto tempo, ela conseguiu um bom desempenho. Nos seus primeiros episódios, The Following conquistou o título de um thriller psicológico envolvente e inteligente, com boas atuações e um brilhante futuro. Mas, assim como Smash fez no ano passado, The Following conseguiu, a cada episódio, ser um fracasso cada vez maior. Afundou tanto que não se sabe quando a algazarra começou.

No entanto, sabemos por quê. A série caiu numa sequência de erros e repetições do qual não conseguia mais sair. O tão afamado embate entre Ryan e Joe, prolongado pela frequente burrice da polícia, foi arrastado demais. Os seguidores, constituídos de toda a população dos Estados Unidos, e provavelmente até de nossas famílias, viraram piada de tanta estupidez e submissão ao quase semideus Joe Carroll. E, por fim, os próprios superiores de Ryan atrasaram o seu trabalho e consequentemente toda a história. Cada minuto foi agonizante e a série virou uma tortura pela falta de desenvolvimento. Quando tinha reviravolta, ou o que poderia ser chamado assim, era tão previsível que nem era relevante.

O mais revoltante foi acompanhar Joe Carroll passeando na cadeia quando quisesse e saindo ileso toda semana, conseguindo enganar a polícia até na autópsia. Não é alarmante por se tratar de um vilão vencendo a batalha, mas por ela ser injusta o tempo todo pela sequência de asneiras que um ser humano normal não cometeria. Por quase toda a temporada vimos os seguidores tentando sequestrar Claire, causando, no meio dessa perseguição interminável, morte de dezenas de policiais (burros). Então o que ela faz? Ela se entrega. De verdade, não sobra ninguém. Um fazendo mais merda que o outro. Sem contar o novo papo de existir seguidor da mulher mais burra do planeta. É inaceitável. Até ser ridículo tem limite.

***

Meus agradecimentos para os ilustres convidados que colaboraram com 
As 10 piores estreias de 2013:
Gabriela Cerutti Zimmermann@GabiCZ - Constantes e Variáveis
Marco Aurélio Agnese - Loggado
Reações: 

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Postar um comentário Comentários via BLOGGER (4) Comentários via DISQUS

  1. Adoro esse inception de um tópico com dez nomeados dentro de um top já com 10 nomeados!

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  2. Gostei de The Goodwin Games. Bem legalzinha e tinha uma dinamica diferente. Não chorei litros pelo o cancelamento mas senti.

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  3. Ótimo top, foi isso aí mesmo kkkkk só naba

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  4. Shield não chega a ser tão ruim, mas também não chega a ser boa.
    Faltou incluir Once upon a Time in wonderland.


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