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Breaking Bad: o mau que se tornou bom, por Carlos Santana Oliveira

Na minha curta carreira de viciado em séries (cerca de quatro anos nesse mês de dezembro), creio que o ápice da rotina de assistir séri...


Na minha curta carreira de viciado em séries (cerca de quatro anos nesse mês de dezembro), creio que o ápice da rotina de assistir série e fazer review foi acompanhar toda a jornada de Walter White em Breaking Bad. Foi quando minha vida com a arte da TV entrou em clímax e também foi onde eu pude perceber como histórias ainda podem ser contadas de maneiras excepcionais.

O que fez e ainda me faz admirar a obra de Vince Gilligan foi como Walter White foi desenvolvido ao longo das cinco temporadas. Se compararmos o Mr. White na primeira temporada com o já formado Heisenberg da quinta, vemos que o personagem sofreu diversas metamorfoses, e as nuances e façanhas que a série utilizou para esse desenvolvimento foi o grande trunfo dela ser tão aclamada. 

De Walter a Heisenberg
É muito difícil de ver esse tipo de coisas em séries hoje em dia, pois normalmente o autor de um seriado prefere manter o caráter do seu principal personagem imutável para conseguir reafirmá-lo na trama e, apesar disso funcionar, Breaking Bad não só não precisou como dispensou este método, e mesmo assim se tornou uma das melhores coisas que a TV mundial já teve.

A minha impressão ao assistir a Series Finale foi que Gilligan já tinha tudo formado em sua mente e tudo foi feito nos mínimos detalhes. A perfeição foi tanta que é difícil imaginar que ele moldou a trama ao longo dos anos. É como se Breaking Bad fosse um livro muito bem escrito com um bom início, um excelente meio e um excepcional fim.

O que mais me encantou em toda a série foi como Walt se estabeleceu como um homem desesperado no início e como ele terminou, sendo um anti-herói corrompido não por um sistema, mas sim por seus desejos e ele próprio. Sabe quando dizem que a maldade já vive dentro da pessoa? É esse o sentimento que Walter passou, e o mais impressionante é que essa maldade foi justificada em algo bom, fazendo o próprio público comprar e torcer pelo Mr. White.


Guest Post Este texto foi escrito por um brilhante e ilustre autor convidado, e faz parte de uma série de posts sobre as séries favoritas e os danos que elas causam no coração da gente.

Guest
Autor
Carlos Santana Oliveira é estudante de Engenharia e mora em Cotia, SP. Atualmente é gerente de absurdos e novas ideias no Manicômio Séries, onde também escreve semanalmente sobre Nikita. Começou sua vida seriadora com Lost e desde então assiste todo tipo de séries. No Twitter pode ser encontrado no perfil @carlosasantanao.
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Postar um comentário Comentários via BLOGGER (2) Comentários via DISQUS

  1. Olá, Carlos!
    MUITO OBRIGADA por ter aceito meu convite.
    É uma honra poder contar com convidados para abrilhantar meu blog :smile:

    Achei bom que você chamou de "curta" uma vida seriadora de 4 anos... eu que tenho bem menos então sou recém-nascida nesse vício, né? :shy:
    Eu também me encantei em como Breaking Bad foi trabalhada nos mínimos detalhes, mas, ao contrário de você, eu não consigo imaginar como alguém pode ter pensado nisso tudo antes de fazer. Aliás, não sei como alguém consegue criar uma série tão fantástica é de jeito nenhum ahaha
    Faço das minhas as suas palavras neste último parágrafo. Quanto à mudança de Walt, penso EXATAMENTE da mesma forma. Ele não ficou mal. Ele já era. Ele apenas mostrou ao mundo o verdadeiro homem que tinha dentro de si.

    Enfim, ótimo texto.
    Mais uma vez, muito obrigada.
    Foi um prazer poder contar contigo no Guest Post do EeF :noprob:

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    Respostas
    1. Obrigado você pelo convite Arlane. São quatro anos ai na luta rrsrsrsrs, mas amei Lost desde que a primeira temporada começou na Globo, mas naquela época minha internet era discada oO, o vício frenético veio mesmo um tempo depois.

      Mais uma vez obrigado pelo convite, acho seu site sensacional e o que precisar não exite em me chamar ;)

      Excluir

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